Moradores reclamam do “Pó Preto” da Aperam e do silêncio do MPMG

Timóteo – Os moradores da Regional Norte da cidade de Timóteo perderam a paciência com a empresa Aperam e apontam a mesma como responsável pela emissão de poluentes, que desde muito tempo, carreia um pó preto para o interior das residências.

Com a denúncia dos moradores, não foi difícil para a reportagem de o JBN constatar em visita as residências, a presença insuportável do pó preto, o que faz crer segundo os moradores, que a qualidade do ar na cidade está comprometida e altamente maléfica a saúde da população.

Uma fonte ligada a Associação dos Moradores do Bairro Vila dos Técnicos, responsável pelo envio das denúncias contra a empresa, garantiu que neste mês de outubro completaram-se seis anos da entrega de um abaixo-assinado ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) de Timóteo, com 800 assinaturas, pedindo providências contra a empresa Aperam.

O que neste momento a população não entende, é o silêncio  do MPMG neste período de seis anos, que não se pronunciou sobre o caso, “visto que os poluentes estão no ar, nas casas e até nas prateleiras do Centro Comercial. A atuação da Aperam, produtora integrada de aços planos inoxidáveis e elétricos e aços planos ao carbono é o centro desse impasse. É necessário exigir, de fato, a aplicação em suas operações, tecnologias que obtém resultados significativos e consequência direta a redução/eliminação dos resíduos”, opinou uma liderança comunitária.

Já o presidente da Associação dos Moradores do Bairro Vila dos Técnicos, José Maria de Araújo, afirma que a Lei 6.938/81, que trata da Política Nacional do Meio Ambiente, não está sendo aplicada corretamente. Conforme o dirigente comunitário, essa lei estipula e define, por exemplo,  que o poluidor é obrigado, independentemente de existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade (• Art. 14, parágrafo 1o., da Lei 6.938/81).

POSICIONAMENTO APERAM SOUTH AMÉRICA – DEMANDA PORTAL JORNAL BAIRROS NET

Procurada pelo JBN, a Aperam informou em nota que tem como valor principal a sustentabilidade de suas operações e, em razão disso, o respeito ao meio ambiente e o cumprimento da legislação são objetivos inegociáveis. A empresa possui licenciamento ambiental válido e certificação na ISO-14001.

Conforme nossa condicionante da licença ambiental, fazemos o monitoramento de nossas emissões de chaminés por meio de uma empresa independente e os resultados são encaminhados regularmente para o órgão ambiental. Além disso, possuímos uma rede com quatro estações automáticas de monitoramentos da qualidade do ar localizadas, conforme estudo técnico de dispersão atmosférica que monitora, em tempo real, e atesta o cumprimento da legislação vigente.

A redução e eliminação das emissões é uma questão extremamente relevante para a Aperam. Por isso, a empresa faz investimentos contínuos no desenvolvimento e na implantação de soluções que visam eliminar as emissões de materiais particulados.

Dentre as ações realizadas recentemente, destacamos:

  • Desde o ano passado está em operação um novo sistema de desempoeiramento, objetivando aumentar o controle sobre as emissões de material particulado (“pó preto”);
  • Já está em andamento o projeto de construção de uma quinta estação de monitoramento contínuo da qualidade do ar, cumprindo a orientação da FEAM, a partir da atualização do EDA – Estudo de Dispersão Atmosférica, ocorrido em 2018.
  • Ainda no ano passado, foi realizada a restauração da pavimentação da via ao lado do sistema de abastecimento de cal da Aciaria reduzindo significativamente a emissão de poeira branca;
  • Novos projetos objetivando a redução de emissões das áreas de Redução e Aciaria estão em estudo pela empresa, especialmente voltados para reduzir as emissões fugitivas oriundas desses processos.
  • Destacam-se, ainda, a umidificação de vias e a manutenção do cinturão verde da Usina, melhorias e manutenções nos sistemas de desempoeiramento e a busca das melhores alternativas de transporte de produtos e matérias-primas.

O resultado desses investimentos pode ser comprovado pela melhoria dos resultados das emissões de particulados ao longo dos anos. Somente entre 2017 e 2018, as emissões de particulados da usina de Timóteo caíram de 304 toneladas para 164 toneladas. A redução se deve a um melhor acompanhamento dos sistemas de desempoeiramento.

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One thought on “Moradores reclamam do “Pó Preto” da Aperam e do silêncio do MPMG

  • 27 de setembro de 2020 em 16:51
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    EMPRESA APERAM SOUTH AMERICA CONTINUA DEBOCHANDO, DIZENDO QUE RESPEITA O MEIO AMBIENTE E TEM COMO VALOR PRINCIPAL A SUSTENTABILIDADE DE SUAS OPERAÇÕES. LICENCIAMENTO AMBIENTAL E CERTIFICAÇÃO SOMENTE NO PAPEL. NÃO SE SUSTENTA EM UMA AUDITORIA SÉRIA E COMPROMETIDA COM A VERDADE DOS FATOS.
    TODAS ESTAÇÕES DE MONITORAMENTO CONTINUO DA QUALIDADE DO AR, ESTÃO LOCALIZADAS EM HOSPITAL/POSTOS DE SAÚDE. MENOS NOS LOCAIS ONDE A POEIRA IMPERA AGRESSIVAMENTE. E SEM A REPRESENTAÇÃO DA POPULAÇÃO NAS DECISÕES DOS LOCAIS. ISTO PARA FAZER MARKETING E O PAINEL DA FEAM ACUSAR VERDE ETERNAMENTE.
    PROVA DISTO, É QUE OS GERENTES NÃO MORAM EM TIMÓTEO, SUBMETENDO ESSE CENÁRIO AGRESSIVO DE POLUIÇÃO AS SUAS FAMÍLIAS.

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