sexta-feira, maio 8, 2026
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Símbolo da Serra do Cipó, estátua do Juquinha é reinaugurada, com a presença de Ana Sanches, presidente da Anglo American

REDAÇÃO – Um dos principais símbolos da Serra do Cipó, a estátua do Juquinha foi reinaugurada, nesta quinta-feira (7 de maio), após passar por um processo de restauração entre agosto e dezembro de 2025. As obras foram realizadas por meio de um acordo entre a Anglo American e o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), com recursos via Lei Rouanet, e contaram com apoio da prefeitura de Santana do Riacho (MG). Os trabalhos foram conduzidos pela artista plástica Virginia Ferreira, criadora da estátua.

O evento de reinauguração foi realizado próximo ao monumento e contou com a presença de autoridades públicas, representantes das comunidades locais, familiares do Juquinha, artistas, e lideranças da Anglo American.

“O Juquinha representa conexão, colaboração e legado. A Anglo American tem muito orgulho de ter seu nome associado a toda essa história, que continuará para as novas gerações. É assim que a gente faz mineração: de forma responsável, sustentável e entendendo a vocação das regiões onde estramos”, celebrou Ana Sanches, presidente da Anglo American no Brasil.

Localizado a aproximadamente 120 km da capital mineira Belo Horizonte, o monumento é parada obrigatória para turistas que visitam a Serra do Cipó, famosa por suas belas paisagens e cachoeiras. Instalada no ano de 1987, em uma área conhecida como Alto Palácio, a cerca de 110 metros das margens da rodovia MG-010, a escultura homenageia o andarilho José Patrício, mais conhecido como Juquinha, que viveu na região até 1983, ano de sua morte.

“Essa reinauguração é de grande importância para o fortalecimento do nosso turismo, especialmente por se tratar de um patrimônio tombado durante a nossa gestão. Esse importante feito só foi possível graças à união dos municípios de Santana do Riacho, Morro do Pilar e Conceição do Mato Dentro, além da atuação conjunta com o Ministério Público e da parceria da Anglo American”, frisou o prefeito de Santana do Riacho, Fernando Burgarelli. 

Processo de nova restauração

A primeira fase do trabalho consistiu em um diagnóstico detalhado das condições estruturais da escultura, com atenção especial a rachaduras e outros danos. Em seguida, foi realizada limpeza, tratamento de ferrugem, substituição de partes comprometidas, execução de obturações, nivelamentos e modelagem. O projeto também organizou a documentação e o registro de todo o processo de restauração, por meio de fotografias e de relatórios descritivos.

“Esta obra de arte e de intervenção na natureza fala por si. Mais do que um marco artístico, ela se tornou um símbolo que valoriza a cultura local, a natureza, e contribui de forma positiva para o turismo e o desenvolvimento da nossa região. Agradeço à Anglo American pelo apoio à concretização do projeto de terceira restauração desta obra de arte, hoje já com 39 anos. Iniciativas como esta servem de exemplo e são fundamentais para preservar nossa história, fortalecer nossa identidade cultural e levar a riqueza da nossa arte para além das fronteiras da Serra do Cipó”, comemorou a artista Virginia Ferreira.

Compromisso com o patrimônio cultural

No fim de 2020, a Anglo American comprou a área onde está instalada a estátua do Juquinha, como compensação ambiental referente às atividades do empreendimento minerário Minas-Rio, localizado em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas (MG). Além da restauração do monumento, foram realizadas outras ações de melhoria no local, entre elas a instalação do sistema de monitoramento eletrônico 24h, em atendimento ao Termo de Acordo Positivo assinado entre Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) e Anglo American.

A estátua do Juquinha é, desde 2021, tombada pelo município de Santana do Riacho por relevante valor estético, artístico e simbólico, e faz parte da Rota Estrada Cênica da Cordilheira do Espinhaço, iniciativa da Anglo American, do Governo de Minas Gerais e de onze cidades da região que visa reconhecer e valorizar o potencial turístico do Médio Espinhaço mineiro. A rota tem o objetivo de interligar atrativos naturais, culturais, históricos e gastronômicos em uma extensão de cerca de 250 km.

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