Estudantes e professores protestam contra cortes na educação e são taxados de idiotas pelo presidente

REDAÇÃO – Estudantes e entidades ligadas à educação realizam nesta quarta-feira, 15 de maio, manifestações e uma greve nacional em protesto contra o corte de verba destinada ao ensino, anunciado pelo Governo do presidente Jair Bolsonaro. Além do contingenciamento de repasse destinado a universidades federais e a programas de pesquisa, as entidades estudantis protestam contra as declarações polêmicas do ministro Abraham Weintraub, que associou o corte a atos de “balbúrdia”. Os manifestantes também reagem à difamação das instituições de ensino superior que têm sido alvo por meio de correntes via WhatsApp. Paralelamente aos protestos e à paralisação das aulas, o ministro da educação presta esclarecimentos aos deputados federais no plenário da Câmara dos Deputados na tarde desta quarta-feira.

“Somos sofressoras e não professoras. Esse estado nos maltrata. Recebemos um salário irrisólio que não condiz com a nossa profissão. Trabalhei 51 anos em escola, como professora e supervisora”, disse Marina Gomide, de 80 anos, que foi protestar ao lado das suas colegas de profissão. “Estamos aqui para dizer não para esse corte na educação. Não aceitamos isso!”, afirmou Jane Rocha de Oliveira, de 70 anos, professora aposentada do estado. “Esse governo é horrível, insuportável, deplorável. Como um presidente vai para o exterior e fala mal do próprio país?”, comentou Marise Gomes, de 58 anos, professora do estado.

 

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