Primeiro dia de aula em Escolas Estaduais foi de paralisação e protestos dos professores

TIMÓTEO (Fotos PCReis) – Os professores da rede estadual de educação decidiram fazer uma paralisação logo no primeiro dia de aula. A manifestação dos professores, em Timóteo, aconteceu na manhã desta segunda-feira (19), na Praça 1º de Maio, no Centro Norte. A paralisação proposta pela categoria foi de alerta ao governo do Estado por vários motivos: como o parcelamento de salário e do 13º;o  adiamento do ano letivo; não cumprimento do piso e dos reajustes e a não negociação com a categoria.

Além da paralisação, uma assembleia estadual está marcada para o próximo dia 28 de fevereiro, quando a categoria decidirá os rumos do movimento neste ano. Será uma assembleia com indicativo de greve, que é um instrumento pedagógico de alerta para que o governo se movimente e impeça que uma greve seja deflagrada.

A coordenação do Sind-UTE no estado explicou que a motivação do governo de Minas em atrasar o início do ano letivo foi financeira, uma vez que haveria uma economia de cerca de R$ 200 milhões por conta dos salários dos professores contratados. O Sind-UTE afirmou ainda que em Minas têm mais de 100 mil contratos temporários, que são professores contratados no início do ano letivo. Além dessa economia com os salários, também houve uma redução nos gastos com alimentação e transporte escolar.

Entretanto, a medida causou impacto na vida dos professores, uma vez que a medida acarretará em um aumento dos sábados letivos e na diminuição dos recessos ao longo do ano, fazendo com que o profissional trabalhe mais e sem receber por isso. A medida teria sido adotada sem debate com os trabalhadores e nem com a comunidade escolar, que envolve 3 mil escolas e 2,5 milhões de alunos.

A Secretaria de Estado de Educação (SEE) informou, em nota, que o governo nomeou 50,4 mil servidores desde 2015, concedeu reajustes de 46,75% na remuneração, está pagando adicional de 5% no vencimento básico do servidor (a cada 5 anos de serviço), e vem cumprindo com demais regras do acordo firmado com a categoria há três anos.

Confira a nota na íntegra:

A Secretaria de Estado de Educação (SEE) informa que o Governo de Minas Gerais está empenhado em cumprir o acordo assinado com a categoria em 2015. Os reajustes salariais concedidos por esta gestão representam um aumento de 46,75% na remuneração dos professores e demais carreiras da rede estadual.  Além disso, o Governo nomeou, atendendo ao acordo, 50.457 novos servidores para a Educação, desde 2015, dos quais 41.353 (82%) são professores. O Governo mantém diálogo constante com os servidores da Educação e, nesta semana, deve se reunir com representantes da categoria.

Importante lembrar ainda de outro ponto do acordo que está sendo cumprido: o pagamento do Adicional de Valorização do Servidor (Adveb). Atribuído mensalmente, corresponde a 5% de aumento no vencimento básico do servidor, a cada 5 anos de serviço. O Adveb já está sendo pago a 38 mil servidores que fazem jus ao benefício.

Sobre o calendário escolar, a SEE informa  que a reorganização do calendário escolar não teve motivação financeira e visou otimizar os processos de distribuição de turmas e cargos nas escolas e outras medidas necessárias para garantir um início das atividades com mais tranquilidade nas unidades escolares, com o quadro de pessoal completo, sem a interrupção que ocorreria com o recesso de carnaval. Isso sem nenhum prejuízo no cumprimento dos 200 dias letivos e da carga horária anual dos estudantes.

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