Sem fitas para medir glicemia nos postos de saúde, situação de diabéticos se complica em Timóteo

Nas Unidades de Saúde a prioridade tem sido apenas para casos clínicos mais graves. Ainda, a Secretaria Municipal de Saúde disse que a responsabilidade do fornecimento das fitas é do governo estadual.

TIMÓTEO – Pacientes que fazem tratamento contra o diabetes em Timóteo (MG) reclamam que a fita usada para medir a glicemia está em falta em todas as unidades municipal de Saúde desde o mês de outubro do ano passado. Segundo os diabéticos, o material sempre foi entregue nos postos gratuitamente em um kit que também é composto por agulhas e um aparelho.

A vendedora Marcele Aparecida afirma que o seu pai faz o tratamento há 10 anos e precisa medir o nível de glicemia em média duas vezes por dia. “A diabete dele é ligada ao sistema nervoso. Então, quando ele fica nervoso, ela sobe muito e precisa medir diariamente”, conta.

Ainda de acordo com Marcele, ele costuma pegar as fitas no posto de Saúde do Bairro João XXIII, porém não existe  previsão para que tenha o material. Enquanto isto, ele está usando material emprestado. “Eu peguei algumas fitinhas emprestadas com a minha tia em Coronel Fabriciano que também faz o tratamento”, conclui.

O pintor Robert Pereira conta que desde novembro gasta R$ 300 por mês com as fitas. Há 22 anos a mãe realiza o tratamento de diabetes e precisa usar de quatro a cinco fitinhas por dia. Ela pegava as fitinhas no Bairro Primavera. “Já faltou algumas vezes, mas no máximo duas semanas. Essa é a primeira vez que os postos ficam meses sem fornecer o material. E sem essa fitinha a pessoa fica sem saber se a diabete está controlada e não tem como medir de outra maneira”, reclama.

A Secretaria Municipal de Saúde em nota, disse que a mudança no procedimento do fornecimento da fita de glicemia utilizada em alguns casos por pacientes diabéticos se deve ao atraso da Secretaria de Estado da Saúde. Desde outubro, o órgão estadual não tem feito o repasse regular deste insumo.

“A Prefeitura de Timóteo, visando minimizar os transtornos para os usuários da rede municipal, manteve o atendimento e tem trabalhado com estoque e recursos próprios priorizando os casos clínicos mais graves”, afirma a nota.

Além disso, segue a nota, este ano a Secretaria de Saúde voltou a reforçar, por meio de ofício, a cobrança da normatização do fornecimento das fitas. De acordo com informações da Secretaria do Estado de Saúde, em janeiro, seriam firmados novos contratos para o fornecimento do produto, sendo que em breve a situação deverá ser normalizada.

A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que as fitas de glicemia estão disponíveis para utilização nas unidades de saúde. A deficiência no repasse ocorre para uso domiciliar em relação aos pacientes cadastrados.

 

 

 

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