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SAÚDE PÚBLICA: Cães na rua ameaçam moradores. Alimentação divide opiniões. Prefeitura ainda não tem a solução

TIMÓTEO – O grande número de animais soltos pela cidade, e a ausência do poder público para contornar tal situação, faz a população tomar determinadas medidas que dividem opiniões. Com tantos cães perambulando pelas ruas da cidade, a população está se acostumando a fornecer alimentação para os mesmos. Infelizmente, nestas condições, estes animais se tornam uma ameaça para crianças, adultos e idosos.

A Prefeitura de Timóteo enviou nota a pedido do JBN, mas não informou quais são as intervenções que serão colocadas em prática na administração do prefeito Douglas Willkys para cuidar dos cães.

Conforme estimativa do Centro de Zoonoses da prefeitura, divulgado no último mês de julho, a cidade possui cerca de 12 mil cães e 1.200 gatos, divididos entre a zona urbana e rural.

JBN NA RUA

Para conversar com as pessoas a respeito do assunto e conhecer de perto a iniciativa da população no que diz respeito à alimentação destes cães sem dono, o JBN foi às ruas.

A reportagem começou a sua linha de pauta com uma denúncia da alimentação de animais na Rua Paraguai. Conforme informações, quatro cães estão sendo alimentados por uma moradora, e estes oferecem riscos aos transeuntes. Os moradores temem que estes cães possam morder crianças e idosos. A senhora apontada como zeladora dos animais não foi encontrada para falar do assunto.

No Bairro Primavera, conseguimos flagrar em meio à movimentação de veículos, um cão se alimentando do que encontrou em uma sacola de lixo. Neste particular, o animal colocava em risco a vida de motociclistas, ciclistas e até de  motoristas, que em uma possível frenagem, causaria um grande acidente.

Já no coração do Centro Comercial da Alameda 31 de Outubro, Centro Norte da cidade, os animais passeavam em grupos no fim da tarde, como se estivessem olhando vitrine. Por onde passavam levavam medo aos transeuntes e deixavam as fezes e urina demarcando território.

Na esquina da Rua Vinte e Um de Abril, com a Praça 1º de Maio, um novo flagrante da ausência do poder público. Populares instalaram recipientes com comida e água presos em um poste de iluminação. Vizinhos da iniciativa afirmaram à reportagem do JBN, que os cães são alimentados sim, porque foram abandonados. “Por pior que seja a vida de abandono destes animais, estamos fazendo a nossa parte, até que a prefeitura se mova em favor destes seres indefesos”, disse uma comerciária que também contribui para comprar a ração.

Margareth Souza, auxiliar de serviços gerais, trabalha na Praça 1º de Maio. Apesar de ser favorável alimentar os cães, ela informa que no Bairro Santa Maria, onde reside, também existem muitos cães perambulando. “Não há um horário específico. Tenho medo de ir trabalhar de manhã, ou de voltar de um dia de serviço e encontrar com uma fera’”, diz Margareth, revelando que foi vítima de ataque de cão.

Pedro Paulo, metalúrgico, disse que passa pela Praça 1º de Maio todos os dias e que já acostumou a desviar dos animais. Ele considera que a alimentação dos cães deve acontecer sim. Pedro acha que as autoridades precisam se conscientizar dos riscos que os cães abandonados estão causando à população, pois já podem ser considerados problemas de Saúde Pública, e alguma medida deve ser tomada imediatamente.

“O Poder Público poderia formalizar, por exemplo, uma parceria com um curso de Veterinária, recolher estes animais para serem assistidos em um Canil Municipal. Os cães receberiam cuidados necessários até que alguém decidisse adotá-los. Seria uma forma humana de cuidar dos animais, que deixariam de ser um risco à população”, sugeriu o metalúrgico.

NOTA DA PREFEITURA

A Secretaria de Saúde de Timóteo, por meio do departamento de Controle de Zoonoses, informa que o cidadão que deixa o seu cachorro solto na rua, tem de assumir qualquer tipo de risco pelo seu cão, por outros cães e pelas pessoas na rua.

O médico veterinário da Zoonoses, Milton Max Madeira de Oliveira, explica que grande parte dos cães soltos nas ruas são semidomiciliados, isto é, proprietários deixam animal passear livremente.

A prefeitura informou ainda que o município realiza recolhimento de animais mortos (no domicílio, em estabelecimentos veterinários ou nas ruas mediante denúncia), serviço que fica a cargo do departamento de Limpeza Urbana. As carcaças/animais mortos são devidamente encaminhadas ao aterro sanitário de Santana do Paraíso, com o qual a Prefeitura mantém convênio. As solicitações devem ser feitas à Limpeza Urbana, pelo telefone (31) 3847- 4776.

O recolhimento de animais vivos de grande porte (equinos, bovinos) que se encontram vagando por logradouros públicos, também é realizado pela Limpeza Urbana. Esta encaminha os animais à entidade parceira até que os donos venham retirá-los mediante pagamento de multa. A multa cobre gastos com alimentação, transporte e outros cuidados com o animal recolhido.

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