Prefeitura permite puxadinhos no Jardim da Saudade. Famílias estão indignadas

TIMÓTEO – A reclamação de uma proprietária de um jazigo no Cemitério Jardim da Saudade, no Bairro Santa Maria, em Timóteo, provocou um debate importante na Prefeitura e Câmara Municipal, quanto à organização e venda de túmulos nos cemitérios da cidade. A situação sempre esteve “a deus dará”.

No Cemitério Jardim da Saudade o que perdura é a lei do mais forte e do mais influente. A reportagem do Jornal Bairros Net foi conferir denúncias de que a Prefeitura está permitindo puxadinhos nas quadras na parte baixa do cemitério visando abrir espaços para beneficiar novos compradores de túmulos. Jazigos mais antigos adquiridos a peso de ouro com a frente para as vias de trânsito dentro do cemitério, as áreas estão sendo reduzidas para dar lugar a novos vizinhos.

Ciente da questão, o vereador Geraldo Gualberto (PSDB) reagiu indignado. O parlamentar para atender a reclamação da senhora Aparecida Botelho, foi ao cemitério para conferir o ocorrido.

Após a visita, o vereador relatou em sua página na rede social, que a família de Aparecida Botelho adquiriu em 20 de setembro de 1998 uma área da Prefeitura de Timóteo dentro do cemitério pelo valor de R$ 7.800,00. O espaço conforme recibo se “estendia até o meio fio”. A reclamante e familiares, segundo explicou Gualberto, ao visitar o túmulo, deparou com a construção de outro túmulo de “maneira irregular”. A irregularidade denunciada já foi admitida pela própria prefeitura.

O vereador em questão levou o caso para o plenário da Câmara, de onde promete indicar uma solução para tal situação e outras que estão suscitando.

A Prefeitura está destruindo a frente dos túmulos, o que está deixando os antigos proprietários indignados.

Por nota, a Procuradoria Geral da Prefeitura de Timóteo informou que as medidas cabíveis estão sendo adotadas para a devida apuração dos fatos e responsabilidades.

Chegou ao conhecimento deste órgão, a reclamação de uma possível comercialização ilegal de um jazigo, em valores exorbitantes e não auferidos pelo município. A queixa foi encaminhada ao Ministério Público e Polícia Civil com o pedido de apuração dos fatos.

É relevante informar que o recibo apresentado pela reclamante não corresponde a documento oficial emitido de forma padronizada pela Prefeitura, que seria feito através de Guia. Além do mais, causou estranheza o valor citado como pagamento de aquisição do jazigo de R$ 7.800,00 em 20/09/1998. Atualmente (08/11/2017) o valor cobrado pela Prefeitura pelo mesmo espaço é de R$ 1.192,50. Esta diferença exorbitante demonstra, claramente, a existência do comércio ilegal, caso confirmada a venda.

Outro fato importante é de que a denúncia veio à tona após um desentendimento provocado pela construção de um novo jazigo por outro proprietário, que apresentou documentação aparentemente regular. Este novo jazigo está localizado em área limite ao outro, que, à primeira vista, está aparentemente irregular. Desta forma, a Procuradoria Geral esclarece que se trata de dois jazigos localizados em áreas diferentes.  A Procuradoria Geral salienta que a questão está em fase de apuração.

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