Servidores municipais mantêm greve e apresentam nova proposta à Prefeitura

TIMÓTEO – O segundo dia de greve dos servidores da Prefeitura de Timóteo teve início com uma reunião entre a diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos de Timóteo (Sinsep) e a categoria. O objetivo do encontro foi construir uma proposta alternativa para ser encaminhada à administração municipal. Segundo apuração do JBN, o documento entra na pauta de negociação a partir das 16h, em reunião prevista na sala de reuniões da Prefeitura.
Após ser construída e aprovada pelos servidores presentes, a nova proposta já foi protocolada e aguarda uma resposta do Executivo para a retomada das negociações. A expectativa é que uma nova rodada de diálogo ocorra ainda no fim da tarde desta quinta-feira (23).
De acordo com o comando de greve, os profissionais do magistério já foram contemplados na proposta apresentada pela administração na quarta-feira (22). Uma representante da categoria destacou que, diante disso, seria o momento de abrir mão de alguma coisa, visando possibilitar que outras categorias também sejam atendidas.
Na manhã desta quinta-feira, mais de 600 servidores participaram do movimento e aprovaram a proposta alternativa, que prevê:
- recomposição salarial de 5% sobre os vencimentos, a partir de fevereiro de 2026;
- reajuste do vale-alimentação para R$ 550,00, conforme compromisso assumido pelo prefeito Capitão Vitor durante a campanha;
- concessão de direitos econômicos, como promoções, nos meses de julho, setembro e novembro de 2026, conforme a Lei Complementar 008;
- continuidade das discussões dos demais pontos da pauta;
- manutenção de todas as conquistas anteriores e dos pontos já acordados com a administração.
O sindicato também informou que a greve será mantida e que, caso não haja avanço nas negociações, a paralisação continuará por decisão da categoria.
Greve deflagrada
A paralisação foi aprovada no dia 14 de abril, durante assembleia organizada pelo Sinsep, e comunicada oficialmente à Prefeitura no dia seguinte. Desde então, o movimento tem ganhado força devido à falta de acordo entre os servidores e o Executivo, principalmente em relação às reivindicações que ainda não foram atendidas.
