quinta-feira, abril 23, 2026
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Assembleia aposta em informação para promover inclusão de PcDs

Campanha publicitária voltada à inclusão de pessoas com deficiência (PcD)

REDAÇÃO – A informação como porta de entrada para a cidadania. É com esse princípio que a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) lança sua nova campanha publicitária voltada à inclusão de pessoas com deficiência (PcD). Com o mote “O acesso à informação é a chave da inclusão”, a iniciativa coloca em evidência um instrumento essencial: o Guia Prático Direitos, Benefícios e Serviços para Pessoa com Deficiência.

Mais do que uma publicação, o guia surge como um facilitador de caminhos. Elaborado pela Assembleia para simplificar o acesso a informações confiáveis, o material orienta procedimentos, reduz dúvidas e fortalece a relação entre as PcDs e o poder público.

A campanha aposta em peças impressas e audiovisuais com QR code, que direciona diretamente ao conteúdo completo, ampliando o alcance e a acessibilidade. O início da veiculação da campanha está marcado para o dia 21 de abril de 2026, em mídias de todo o Estado.

Tadeu Leite

“A inclusão é uma responsabilidade coletiva e a Assembleia de Minas está trabalhando para ser cada vez mais acessível e próxima da população. Esse guia surgiu do desejo e da necessidade de fazer de garantir igualdade de condições para todos e, especialmente, de fazer com que todos conheçam, compreendam e exerçam os seus direitos.”
Dep. Tadeu Leite
Presidente da ALMG

Um guia para encurtar caminhos e ampliar direitos

Em suas 110 páginas, a primeira edição reúne desde conceitos básicos até o detalhamento de direitos fundamentais, como igualdade, proteção contra maus-tratos, participação política e acesso a benefícios e serviços.

Pensado para ser inclusivo desde a sua concepção, o guia está disponível em versões impressa e digital (esta última com audiodescrição) e contará, em breve, com edição em braille.

O presidente da Assembleia, deputado Tadeu Leite (MDB), destaca a importância da iniciativa.

Campanha convida o público a se colocar no lugar do outro

A campanha traduz esse propósito em uma narrativa sensível e provocadora. O filme publicitário convida o público a se colocar no lugar de quem enfrenta barreiras diárias de acesso à informação e aos serviços básicos.

Em cenas que invertem perspectivas — como um ambiente onde apenas o braille está disponível ou uma palestra em Libras sem mediação —, a mensagem evidencia o quanto a falta de acessibilidade pode excluir. Ao mesmo tempo, apresenta situações reais vividas por pessoas com deficiência, reforçando que a exclusão ainda está presente no cotidiano.

A virada ocorre ao mostrar que a inclusão é possível quando há informação, estrutura e compromisso público. Ao destacar o Guia Prático como ferramenta central, a campanha posiciona o material como um instrumento de autonomia e cidadania, reunindo em um só lugar orientações sobre direitos, benefícios e serviços. Com linguagem acessível e recursos como QR code ao longo de toda a peça, a iniciativa amplia o alcance da mensagem e convida o cidadão a agir: conhecer, acessar e exercer seus direitos.

Mais do que sensibilizar, a campanha reafirma um posicionamento institucional: “inclusão não é favor. É justiça, é respeito, é cidadania”. Ao associar informação à cidadania, a Assembleia reforça seu papel na promoção de políticas públicas e na construção de uma sociedade mais justa, acessível e participativa para todos.

Inclusão como prioridade institucional

Esse protagonismo não se limita à comunicação. Nesta legislatura, a Assembleia tem incorporado a inclusão como eixo estratégico, seja na elaboração de leis, no aprimoramento de políticas públicas, na escuta ativa da população PcD ou na adaptação de seus próprios espaços e práticas para ampliar a participação.

Os dados reforçam a relevância da iniciativa. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil possui 14,4 milhões de pessoas com deficiência, sendo 7,3% da população com dois anos ou mais. Em Minas Gerais, o percentual se repete: são mais de 1,47 milhão de pessoas, evidenciando a urgência de políticas públicas e ações que promovam a inclusão real.

 

 

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