quinta-feira, abril 23, 2026
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TIMÓTEO – Termina a Greve dos Servidores com avanço para ambas as partes e fortalecimento do diálogo

TIMÓTEO – A greve dos servidores públicos de Timóteo, iniciada no dia 14 de abril e formalmente comunicada à administração municipal no dia 15, teve seu momento mais intenso com a paralisação geral no dia 22 e foi encerrada nesta quinta-feira (23), após sucessivas rodadas de negociação entre a Prefeitura e o Sindicato dos Servidores Públicos de Timóteo.

Embora, em um primeiro momento, o prefeito Capitão Vitor do Prado tenha recorrido a medidas judiciais na tentativa de abreviar o movimento, foi o diálogo entre as partes que se consolidou como o principal caminho para a construção de uma solução.

No primeiro dia de greve, na quarta-feira (22), o Executivo municipal apresentou uma proposta que acabou sendo rejeitada pelos servidores por não contemplar, de forma satisfatória, as reivindicações da categoria. Já no segundo dia de paralisação, o cenário evoluiu: em reunião realizada pela manhã, a diretoria do sindicato, junto aos servidores, estruturou uma proposta alternativa, posteriormente encaminhada à administração.

Com o documento protocolado, as negociações foram retomadas ainda no fim da tarde. O Executivo acolheu parte das demandas apresentadas, resultando em uma contraproposta que foi levada à assembleia e aprovada pela categoria, encerrando oficialmente a greve.

O desfecho foi marcado por um sentimento de conquista compartilhada. De um lado, os servidores reforçaram a importância da mobilização e da união na defesa de seus direitos. De outro, a administração municipal reconheceu o diálogo como ferramenta essencial para a mediação de conflitos, destacando o respeito ao servidor público como peça fundamental para o funcionamento da máquina administrativa.

Entre os principais pontos acordados, destacam-se:

• definição de novos valores para o vale-alimentação, fixado em R$ 550 para servidores com salário-base de até R$ 3.250; R$ 540 para aqueles com remuneração entre R$ 3.251 e R$ 6.500; e R$ 525 para salários superiores. Na proposta alternativa, também foi previsto reajuste de R$ 40 para servidores efetivos, além de acréscimo de R$ 15 no benefício para servidores contratados e comissionados com remuneração de até R$ 3.650;

• estabelecimento de cronograma para progressões e promoções, com pagamentos previstos entre 2026 e 2027, incluindo progressões a partir de março de 2026, continuidade em maio e promoções nos meses de julho, setembro e novembro. Para os servidores regidos pela Lei nº 1.160/90, os pagamentos estão programados entre março e maio de 2027;

• previsão de implantação do Piso Salarial Profissional Nacional da Educação, com reajuste de 5,4% retroativo a janeiro de 2026, além da criação de uma comissão conjunta entre administração e sindicato para revisão do Plano de Cargos e Carreiras do Magistério, com início dos trabalhos em agosto.

O acordo demonstra que, mesmo diante de divergências, a construção coletiva por meio do diálogo pode gerar avanços concretos, resultando em ganhos equilibrados e fortalecendo a relação entre servidores e administração pública.

 

 

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