sexta-feira, junho 26, 2026
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Fabriciano enfrenta onda de fechamento de empresas, aumento do desemprego e da informalidade

CORONEL FABRICIANO – O número crescente de estabelecimentos comerciais que encerram as atividades em Coronel Fabriciano tem preocupado empresários, trabalhadores e moradores. O cenário, que se torna cada vez mais visível nas principais vias comerciais da cidade, não apenas reduz a oferta de empregos formais, como também contribui para o avanço da informalidade, alternativa encontrada por muitos empreendedores para continuar exercendo suas atividades diante das dificuldades de manter um negócio regularizado.

A sucessão de lojas fechadas preocupa a população, que cobra do poder público municipal medidas concretas para estimular a economia local e preservar os empregos. Nas redes sociais, nesta quinta-feira, moradores manifestaram preocupação com a situação e defenderam uma atuação mais efetiva da Prefeitura, da Câmara Municipal e também da Associação Comercial na busca por soluções que fortaleçam o setor produtivo.

Empresários afirmam que a elevada carga tributária, somada à falta de políticas de incentivo e apoio ao comércio local, tem tornado cada vez mais difícil manter as portas abertas. Segundo comerciantes, muitos empreendedores acabam desistindo da atividade formal ou optando por trabalhar de maneira informal para reduzir custos e sobreviver economicamente.

Outro ponto frequentemente citado pelo setor empresarial é a percepção de que o município tem priorizado investimentos e empresas de outras cidades e até de outros estados, enquanto os empresários locais enfrentam dificuldades para obter incentivos capazes de garantir competitividade e expansão de seus negócios.

Especialistas destacam que o fechamento de empresas produz um efeito em cadeia na economia. Além da perda de postos de trabalho e da redução da arrecadação de impostos, há diminuição da circulação de renda, enfraquecimento do comércio e aumento da vulnerabilidade econômica das famílias. O crescimento da informalidade, embora represente uma alternativa para muitos trabalhadores, também reduz a proteção social, dificulta o acesso ao crédito e compromete a arrecadação pública.

Diante desse cenário, comerciantes e moradores defendem a criação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo local, com incentivos fiscais, desburocratização, acesso facilitado ao crédito e programas de incentivo às pequenas e médias empresas. Para eles, sem ações efetivas, a tendência é que o número de estabelecimentos fechados continue aumentando, agravando o desemprego e ampliando a migração de trabalhadores e empreendedores para a economia informal.

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