sexta-feira, março 1, 2024
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Parque do Rio Doce completa 77 anos. Missa é realizada sem a tradicional Romaria Ecológica

Timóteo – Foi realizada nesta quarta-feira (14) a Missa em Ação de Graças pela celebração dos 77 anos de criação do Parque Estadual do Rio Doce (PERD), um patrimônio ecológico e ambiental da maior importância para a Região Metropolitana do Vale do Aço e para o Estado de Minas Gerais. O PERD foi criado pelo Decreto Lei 1.119, 14/07/1944 e Decreto 5.831 de 06/07/1960. Pelo segundo ano consecutivo, não foi possível devido a pandemia, realizar a tradicional Romaria Ecológica, responsável por reunir milhares de pessoas para a Missa de Ação de Graças. O evento que se tornou uma  tradição, terá que esperar até o controle total da Covid-19.

O Parque abraça as cidades de Dionísio, Marliéria e Timóteo. A sua área de Mata Atlântica abrange 35.976 ha. É a primeira unidade de conservação criada no Estado de Minas Gerais e uma das primeiras do país, além de ser considerada a maior área contínua de mata atlântica preservada no Estado, detém rica biodiversidade e árvores centenárias.

O parque é reconhecido como Reserva da Biosfera pela UNESCO, possuindo a maior reserva genética de Mata Atlântica do estado. Possui área de aproximadamente 36 mil hectares de Mata Atlântica contínua, intercalados por um conjunto de aproximadamente 40 lagoas, sendo considerado o terceiro maior complexo lacustre do país.

Presentes ao evento, o prefeito de Timóteo Douglas Willkys e o vice-prefeito José Vespasiano Vespa; o prefeito de Marliéria, Hamilton Lima; o prefeito de Jaguaraçu, Márcio Lima; o vice-prefeito de Dionísio, Marciny; a presidente da Câmara de Dionísio, Ivanise Cristina Vieira de Castro, a Nanize.
As primeiras iniciativas no sentido de preservar o Parque Estadual do Rio Doce surgiram no início da década de trinta, pelas mãos do arcebispo de Mariana, Dom Helvécio Gomes de Oliveira, conhecido como bispo das matas virgens. Mas só em 1944 tornou-se oficialmente Parque.

Os rios Doce e Piracicaba são os principais corpos d’água da região. E o principal bioma é a mata Atlântica, que adentra regiões com florestas altas e estratificadas, sendo possível encontrar o jequitibá, a garapa, o vinhático e a sapucaia. Também abriga espécies raras e ameaçadas de extinção tanto da flora como da fauna.

As lagoas abrigam uma grande diversidade de peixes, que servem de instrumento para pesquisas sobre a fauna aquática nativa, com espécies como bagre, cará, lambari, cumbaca, manjuba, piabinha, traíra, entre outras.

Infraestrutura

O Parque possui as seguintes infraestruturas e equipamentos:

  • Portaria;
  • Memorial Dom Helvécio (capela);
  • Administração do PERD;
  • Centro de visitantes com exposição interpretativa;
  • Mirante;
  • Auditório com capacidade para 102 pessoas;
  • Centro de treinamento com 06 salas disponíveis;
  • Trilhas interpretativas;
  • Área de camping com capacidade para 300 barracas, estruturada com vestiários, pias, tanques, churrasqueiras, base de energia, bebedouros e duchas;
  • Restaurante;
  • Alojamento com capacidade para 66 pessoas;
  • Centro de Pesquisa;
  • Viveiro de mudas.

Como Chegar

O Parque Estadual do Rio Doce está situado na porção Sudoeste do estado, a 50 quilômetros de Ipatinga e a 248 quilômetros de Belo Horizonte, na Região do Vale do Aço.

Saindo de Belo Horizonte pela BR 262, seguir no sentido de Vitória e entrar no entroncamento para São José do Goiabal, entre João Monlevade e Rio Casca. Depois, prosseguir 6,5 km asfaltados pela BR 320. A partir daí, segue-se a sinalização até a entrada do Parque. Outra opção é seguir pela BR 381, sentido Belo Horizonte-Governador Valadares, passando por Timóteo, seguindo sentido a Cava Grande. Dali, seguindo pela LMG-760 até o Parque são 20 km de estrada asfaltada. O asfaltamento foi concluído graças a um acordo de compensação ambiental entre a Fundação Renova e o Governo de Minas. As obras que já ultrapassaram a entrada para o Parque, estão tendo continuidade para chegar até a BR-262 em São José do Goiabal.

Também há a opção de seguir sentido Marliéria que por meio da Estrada Parque Bispo Dom Helvécio, são 17 km de estrada que corta o Pico do Jacroá.

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