Sem as antigas coligações, eleição 2020 será um desafio para os candidatos à Câmara Municipal

Timóteo – A eleição municipal deste ano, estreando novas regras – sem as antigas coligações, está forçando os candidatos (vereadores) puxadores de votos, a se preocuparem com os adversários dentro do próprio partido.

As próximas eleições serão diferentes. A exemplo do que já havia acontecido no pleito estadual/federal de 2018, as coligações entre partidos estão proibidas para formação das chapas de candidatos a vereador. Para o eleitor, nada muda, mas, para as siglas – especialmente as menores -, cria-se um novo desafio. Se até 2016 elas se valiam das alianças com legendas mais fortes para conseguir eleger representantes, desta vez terão de se virar sozinhas e apostar no poderio de seus próprios nomes. Caso contrário, dentro das próprias siglas, candidatos em carreira solo, poderão até somar votações expressivas, mas se o colega de chapa não ajudar formar a legenda, vai ficar de fora da composição do parlamento.

Então, o principal desafio será superar o coeficiente eleitoral, que é a divisão dos votos válidos pelo total de cadeiras disponíveis. Número que, a julgar pelo registrado no último pleito, em Timóteo, há quatro anos, deve ser inferior a 3.300 votos. O partido que somar menos votos no total, fica de fora da composição da Casa. Se a atual legislação já vigorasse em 2016, vários vereadores da Câmara de Timóteo não teriam se elegido.

A mudança é considerada a mais radical na legislação eleitoral brasileira, ao lado da cláusula de desempenho.  A representação dos partidos menores em muitas cidades tende a sumir. A coligação era uma maneira de a legenda menor chegar ao Legislativo, pegando carona no desempenho de outra maior.

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