Obras da adutora são retomadas em Valadares de forma gradual e com medidas de segurança

A nova adutora de Governador Valadares vai levar água do rio Corrente Grande até as Estações de Tratamento de Água (ETAs) dos bairros Santa Rita, Vila Isa e Centro.

Governador Valadares – A obra de captação de água no rio Corrente foi iniciada e marcou a retomada gradual, neste mês de junho, da adutora de Governador Valadares, após três meses de paralisação, em razão da pandemia do coronavírus. A decisão considera os decretos da União e do governo de Minas Gerais, que incluíram o setor da construção civil na lista de atividades e serviços essenciais.

A nova adutora de Governador Valadares vai levar água do rio Corrente Grande até as Estações de Tratamento de Água (ETAs) dos bairros Santa Rita, Vila Isa e Centro. Ela terá capacidade de fornecer 900 litros de água por segundo, atendendo a quase 100% da demanda da população.

A obra terá um investimento aproximado de R$ 155 milhões, gerando impostos para o município e cerca de 550 empregos diretos e indiretos.

A retomada dos trabalhos foi avaliada pelo Comitê Gestor da Covid-19 e aprovada pela Fundação Renova, estabelecendo ações que mitigam a possibilidade de contágio ou proliferação do coronavírus.

No fim de junho, teve início a terraplanagem na área da captação de água no rio Corrente Grande. Em meados de junho, já havia sido retomada a construção de estruturas (aduelas) sob a linha férrea para travessia dos tubos da adutora e da linha de transmissão que garantirá a energia elétrica necessária para operação do sistema.

Medidas preventivas de saúde e segurança

O retorno das atividades na obra da adutora acontece em etapas, com um número reduzido de trabalhadores para evitar aglomerações, seguindo orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Também estão sendo obedecidas uma série de ações preventivas, como: aferição diária de temperatura dos colaboradores; alternância de horário das refeições servidas em marmitex; distanciamento social nas filas, mesas e cadeiras; intensificação da higienização de equipamentos e veículos; fácil acesso a álcool gel e aos pontos de higienização com sabão; uso obrigatório de máscaras; distância mínima de 1,5 metro entre trabalhadores; entre outras ações. Há, ainda, uma empresa dedicada a orientação e cumprimento dessas medidas.

Instalação dos tubos

A instalação dos tubos será retomada no segundo semestre deste ano. Atualmente, está em andamento um processo concorrencial que vai selecionar uma nova empresa do ramo da construção civil para conduzir esse serviço.

Essa frente de trabalho havia sido paralisada antes da pandemia do coronavírus. Rodrigo Jurdi, diretor de Infraestrutura da Fundação Renova, explica que a realização de um novo processo concorrencial foi necessária para garantir prazos acordados e uma melhor performance técnica.

“Encerramos as atividades com o consórcio contratado em fevereiro deste ano. O processo de seleção está em fase avançada e a previsão é que a empresa esteja em campo no segundo semestre. É importante destacar que as obras nunca estiveram paralisadas fora do contexto da Covid-19. As construções de aduelas sob a linha férrea e a linha de transmissão são frentes essenciais”, diz Jurdi.

A obra tem 9 quilômetros de tubos instalados, além de alguns trechos importantes finalizados, como o TunnelLiner– estrutura subterrânea de metodologia construtiva não destrutiva, próximo ao distrito de Baguari. É por meio do TunnelLiner que os tubos passarão, no ponto em que a obra da adutora mudará de lado, passando por baixo da BR-381.

Sobre a Fundação Renova

A Fundação Renova é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, constituída com o exclusivo propósito de gerir e executar os programas e ações de reparação e compensação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão.

A Fundação foi estabelecida por meio de um Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC), assinado entre Samarco, suas acionistas Vale e BHP, os governos federal e dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, além de uma série de autarquias, fundações e institutos (como Ibama, Instituto Chico Mendes, Agência Nacional de Águas, Instituto Estadual de Florestas, Funai, Secretarias de Meio Ambiente, dentre outros), em março de 2016.

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