Casal que empunha a bandeira do autismo em Timóteo participou do Dedo de Prosa no JBN

O casal Wellington e Hultima Soares realiza um trabalho silencioso em favor dos autistas 

Timóteo (Foto Isabela Reis) – Desde que o JBN instituiu o espaço DEDO DE PROSA muitos assuntos que até então passavam despercebidos aos olhos da população estão sendo suscitados por pessoas que de maneira anônima e voluntaria realizam um trabalho silencioso. É o caso do carteiro Wellington Teixeira Andrade, o Wellington Pizzi, e a sua esposa Hultima Soares, que participaram nesta terça-feira (6) do Dedo Prosa no JBN, oportunidade em que relataram a experiência de pais com filhos que possuem o ‘transtorno do espectro autista’.

Foi a partir do diagnóstico do meu filho, conta Wellington, que começamos a buscar ajuda, até chegar em uma grande amiga, Beth Arruda, em Cachoeira do Vale, que praticamente nos acolheu. “Juntos, iniciamos com outras famílias um trabalho de constituição da Associação Amor Azul – Grupo de Pais e Amigos das pessoas com TEA. Esse grupo de pais tem dado notoriedade ao assunto visando mostrar para as famílias que o diagnóstico para o filho autista não é tão arrasador quanto parece”.

Segundo eles, a notícia de que seu filho tem Autismo ou TEA é algo de grande impacto emocional. Eles admitiram que seja muito comum os pais chorarem e expressarem uma enorme decepção, porque sem dúvida, “nós jamais desejamos filhos com problemas de desenvolvimento pois os imaginamos perfeitos, competentes e que um dia terão plena autonomia”.

Wellington e Hultima participaram do Dedo de Prosa no JBN, com o jornalista Paulo César Reis

Segundo Wellington Teixeira existem situações em que a família não aceita o diagnóstico e passa a migrar para vários profissionais a fim de encontrar um que discorde e dê uma notícia melhor. Segundo ele, esta atitude faz com que a criança perca tempo precioso e que a melhora clínica seja empurrada e postergada piorando o prognóstico de boa funcionalidade desta criança.

Conforme Wellington, a Associação Amor Azul tem feito um trabalho para mostrar que não existem culpados pelo Autismo, mas, que todos devem fazer a sua parte. São medidas que na opinião de Wellington Pizzi aliviam a carga de atividades da família e melhoram a relação dos pais com as demandas exigidas pelo tratamento de seu filho autista, além de trazer uma dinâmica holística e não-reducionista.

Abandono

Na sociedade, ainda é comum a mulher ser a responsável pelos cuidados básicos dos filhos e, neste caso, não é exceção. Elas que mais perdem oportunidades profissionais e tendem a se comprometer mais com as necessidades desta criança. Muitas vezes, o marido a abandona ou se afasta das responsabilidades exigidas pelo filho especial o que redobra as demandas deste pelos cuidados de sua mãe. Pesquisas têm evidenciado que um casamento sólido e solidário associado à compreensão da família em seu entorno fortalecem o relacionamento e tornam os tratamentos mais eficazes e duradouros para esta criança com Autismo.

Orientações

1) Logo no primeiro diagnóstico ou na primeira suspeita, levem a criança para as intervenções nos seus atrasos de desenvolvimento mesmo que você não aceite que seu filho tenha autismo;

2) Os pais devem, ambos, responsabilizarem-se pelos cuidados com a criança com autismo;

3) Revezar cuidados, noites mal dormidas e suporte físico;

4) Reforçar o laço do casamento;

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