Copasa desliga água dos moradores da ocupação do Macuco. Famílias denunciam retaliação contra a PMT

TIMÓTEO (Fotos PCReis) – As reclamações são muitas. Nas redes sociais, nas conversas informais ou junto à Prefeitura, diversas pessoas se queixam do atendimento da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), que frequentemente tem deixado muitas residências sem uma gota d’água em Timóteo.

Representantes dos moradores foram recebidos na prefeitura, de onde saíram em caravana para o escritório da Copasa

Na tarde desta segunda-feira (21), de tanto reclamar e após uma ação da Companhia de Saneamento Básico de Minas Gerais – COPASA, na última semana, que desligou todos os “gatos” – ligações clandestinas, em uma área de ocupação consolidada no Bairro Macuco, famílias inteiras foram pedir ajuda na Prefeitura Timóteo. Na prefeitura, uma comissão dos manifestantes foi recebida pelo procurador Geral, Humberto Abreu, e pelo secretário de Governo, Jair Ribeiro. O prefeito Douglas Willkys cumpria agenda no Fórum da Comarca de Timóteo.

O problema não é recente. De acordo com o procurador Geral, Humberto Abreu, o prefeito Douglas Willkys, reuniu-se em duas oportunidades com representantes da área de ocupação do Bairro Macuco, para discutir justamente a questão do abastecimento de água na localidade. Humberto informou à comissão que a prefeitura estuda uma melhor maneira para atender as demandas das famílias, visto que existe um processo correndo na justiça pedindo a reintegração de posse das áreas.

Para tentar entender as causas do desabastecimento especificamente em áreas de ocupação, vale ressaltar que a COPASA não disponibiliza os serviços à residência que não possui numeração expedida pela prefeitura.

Durante o encontro com a comissão de moradores, o procurador da prefeitura informou que o município está trabalhando a regularização da ocupação Jardim Vitória, que há mais de vinte anos convive com a falta de esgoto, luz e água. “O prefeito Douglas Willkys determinou a regularização da situação das famílias da ocupação Jardim Vitória, com a liberação de numeração, para que as mesmas possam acessar os serviços básicos oferecidos pela Prefeitura, Cemig e COPASA”, revelou Humberto Abreu, destacando que a situação dos moradores da área de ocupação do Macuco é um tanto diferente, devido ao pedido de desocupação que tramita na justiça.

DENÚNCIA

Durante o encontro, foi revelado pelos próprios moradores, que durante o desligamento das ligações clandestinas, operários que faziam o serviço, contaram que a ação da COPASA era uma retaliação da empresa contra a prefeitura, que conseguiu na justiça fazer com que a concessionária fosse obrigada a regularizar o abastecimento de água no bairro. Os moradores que denunciaram o fato também se mostraram dispostos a testemunhar contra a empresa no processo que ainda corre na justiça.

MANIFESTAÇÃO NA COPASA

Da prefeitura, os manifestantes seguiram em dois ônibus fretados para o escritório da COPASA no Bairro Vila dos Técnicos, na regional Norte da cidade.

No local, os representantes dos moradores,  acompanhados pelo procurador Geral da prefeitura, Humberto Abreu, que protocolou um documento pedindo o abastecimento de água na área de ocupação, por meio de caminhão pipa, usaram faixas e palavras de ordem do tipo “queremos água nas torneiras”.

“Nós estamos reunindo com as famílias, porque queremos intervir para resolver essa situação. É do nosso interesse que todas as famílias tenham água potável nas torneiras, energia elétrica e saneamento básico”, argumentou o procurador, informando que na próxima quarta-feira (23), o prefeito Douglas Willkys fará uma conversa com a comissão dos moradores, em seu gabinete, a partir das 9h.

NOTA DA COPASA

A Copasa informou em nota, que não é responsável pelos serviços de abastecimento de água na ocupação do bairro Macuco, em Timóteo, pela falta de regularização fundiária, conforme restrições impostas pelo Termo de Compromisso assinado com Ministério Público do Estado de Minas Gerais.

A Companhia esclarece ainda que o serviço de identificação e supressão de ligações clandestinas no bairro foi realizado de acordo com o disposto na Resolução 040/2013, da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG).

 

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