NOVELA: Contas do ex-prefeito Douglas seguem sem definição e votação volta à pauta após oito meses

TIMÓTEO – Segue na Câmara Municipal de Timóteo a novela envolvendo a apreciação das contas do ex-prefeito Douglas Willkys. Os sucessivos adiamentos refletem tanto a falta de compromisso da Comissão de Finanças — cujos membros, em algumas ocasiões, priorizaram viagens nas datas agendadas — quanto os pedidos de revisão apresentados pela defesa do ex-prefeito.
Para se ter uma ideia, a análise das contas se arrasta desde o ano passado. Quando parecia que o caso teria um desfecho em 3 de outubro de 2025, a votação do processo financeiro referente ao exercício de 2019 foi novamente adiada por decisão da presidência da Casa Legislativa.
O adiamento ocorreu após a defesa do ex-prefeito, representada pelo advogado Hamilton Roque, protocolar pedido de nulidade do processo administrativo. Durante sustentação oral, Roque argumentou que não foram assegurados ao seu cliente o contraditório e a ampla defesa durante a tramitação do processo na Comissão de Orçamento e Finanças Públicas.
Nova convocação
Passados oito meses, a Comissão de Finanças voltou a convocar reunião, marcada para esta terça-feira (12), às 9h30, no plenário da Câmara Municipal. O objetivo é apreciar e votar os relatórios relativos às contas do então chefe do Executivo, Douglas Willkys, referentes aos exercícios de 2019 e 2020, além da apresentação dos respectivos projetos de Decreto Legislativo.
Na mesma reunião, também será designado o relator das contas do exercício financeiro de 2014, bem como deliberada a regular tramitação do processo.
A Comissão de Orçamento e Finanças Públicas é composta pelos vereadores Dr. Lair Bueno, Leninha Dimas e Thiago Torres.
Entenda o caso
As contas referentes ao exercício de 2019 da gestão de Douglas Willkys foram aprovadas com ressalvas pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG).
Apesar disso, a Comissão de Orçamento e Finanças Públicas da Câmara emitiu parecer pela rejeição das contas, contrariando o entendimento do TCE-MG e também do Ministério Público de Contas, que se manifestou favoravelmente à aprovação.
No parecer da comissão, a autorização para abertura de créditos adicionais sem cobertura financeira foi classificada como uma irregularidade grave e insanável.
