A quarta-feira foi de oitiva na Câmara de Ipatinga. Testemunhas negam repasse de dinheiro

IPATINGA – Terminadas as oitivas das testemunhas de defesa do vereador licenciado Luís Márcio Rocha Martins, na manhã desta quarta-feira (8). Um pedido prévio aprovado pela Comissão Processante liberou para a defesa as oitivas de nove testemunhas, mas apenas seis compareceram ao plenário.

Todos os depoentes foram servidores da Câmara Municipal de Ipatinga, já exonerados. Eles foram unânimes em citar que não devolviam parte de seus salários ao vereador, e tampouco fizeram empréstimos para repassar ao parlamentar. Alguns contraíram empréstimos durante o período trabalhado, mas alegaram que eram para uso próprio.

Vale lembrar que, de todos os ex-assessores que estiveram no plenário, apenas uma delas foi ouvida pelo Grupo de Apoio Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), quando investigava o vereador, que se encontra cumprindo medida restritiva de liberdade desde o dia 15 de fevereiro.

“Esses depoimentos compõem o processo da Comissão Processante (CP) no amplo direito de defesa do parlamentar. Não é nosso papel agir como policiais confrontando as testemunhas. Até porque a CP foi aprovada pelos vereadores tomando como base a denúncia do Gaeco. Iremos produzir um relatório final que irá a plenário, e será neste momento que cada vereador votará se acha que o parlamentar já afastado quebrou decoro parlamentar ou não”, disse Lene Teixeira, que é presidente da Comissão.

Segundo ela, o próximo passo da CP agora é ouvir o próprio denunciado, no dia 14, a partir das 14h, no plenário da Câmara de Ipatinga, em sessão aberta.  “Importante relembrar que todos os atos da Comissão são abertos e podem ser acompanhados pelo público”, disse Lene.

Os advogados de defesa de Luiz Márcio voltaram a pedir aos membros da Comissão que apreciassem o pedido de o vereador vir ao plenário sem uso de uniforme prisional ou algemas. “Porque o Luís Márcio não pode aparecer como um condenado, coisa que ele não é. Apelo para que esta Casa tenha a sensibilidade de recebê-lo como um vereador, com trajes comuns”, disse seu advogado Ignácio Barros Filho.

Lene Teixeira explicou que a Comissão concordava com o pedido e que já havia protocolado esta liberação na justiça criminal, que é quem pode liberar o uso de algemas e vestimentas do sistema prisional. “Nosso pedido encontra-se diligenciado para que o Ministério Público se manifeste. A própria justiça que encaminhou ao Ministério Público. Não é nossa intenção constranger ninguém. Se dependesse somente de nós, já havia sido liberado”, pontuou ela.

Também fazem parte da Comissão Processante os vereadores Antônio Alves (Tunico) e Antônio Ferreira Neto  (Toninho Felipe).

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