Oficinas mecânicas registram aumento de 100% de clientes após greve dos caminhoneiros. A culpa é da gasolina

TIMÓTEO – Depois da paralisação dos caminhoneiros, está registrado nas oficinas mecânicas de todo pais, um grande aumento no movimento, devido à qualidade do combustível que foi ofertado nas bombas. A adulteração do combustível é ilegal, mas bastante comum: a ANP (Agência Nacional do Petróleo) já fez 577 autos de infração por má qualidade no Brasil, com 124 interdições. Em 2015, foram gerados 355 autos de infração — a alta de um ano a outro (ainda incompleto) já é de 62%.

Nesse sentido, o JBN conversou com um proprietário de uma conceituada oficina mecânica em Timóteo – cujo numero de clientes aumentou em 100%, oportunidade em que orientou aos proprietários de veículos atenção aos sintomas mais comuns no carro, após abastecer. Um dos pontos a ser observado consiste no maior consumo de combustível, já que a injeção eletrônica é auto-ajustável e passa a consumir mais se a queima do combustível não corresponder à potência do motor.

Nos casos mais danosos, quando a quantidade de solvente encontrada é muito grande, o combustível adulterado pode chegar a corroer a cabeça de pistão e as válvulas.

O empresário que também é técnico em injeção eletrônica comentou que além do consumo maior da gasolina ou álcool, a luz da injeção eletrônica pode acender sem motivo aparente, além de falhas, perda de rendimento, até a parada total do veículo.

Segundo destacou o técnico, ao ser identificado o problema, é necessário levar imediatamente o automóvel a uma oficina de confiança para fazer o diagnóstico computadorizado do combustível no sistema de injeção. “Com a alta dos combustíveis e um controle mais rígido de seu preço pelo governo, alguns postos recorrem às misturas ilegais, como adição de mais álcool ou água na gasolina ou de solventes químicos industriais, que trazem sérios prejuízos ao funcionamento e à vida útil do motor”.

Os passos para o conserto do carro vão depender da quantidade de combustível adulterado encontrado no veículo. “Os procedimentos podem ser desde esvaziar o tanque e realizar uma simples limpeza, até trocar mangueiras de pressão e filtro de combustível. Nos casos mais danosos, quando a quantidade de solvente encontrada é muito grande, o combustível adulterado pode chegar a corroer a cabeça de pistão e as válvulas”, destacou o Mecânico.

Segundo o técnico em injeção eletrônica, é necessário trocar o filtro de combustível a cada 10 mil quilômetros e realizar a limpeza dos bicos a cada 20 mil quilômetros. Também é bom pedir sempre o teste de combustível no posto de gasolina, que é obrigado a realizá-lo na frente do consumidor e, é claro, procurar abastecer sempre no posto de sua confiança.

Quais são as peças afetadas?

A maioria das peças afetadas pelo combustível adulterado está ligada ao caminho que esse combustível percorre.
Começa pela bomba de combustível, medidor de nível (boia do tanque), filtro de combustível, bicos injetores, velas, sensor de oxigênio, catalizador e chega a todo o sistema de escape (silencioso e abafador).

Compartilhe em suas redes sociais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *