Missa pelo aniversário de 74 anos do Parque do Rio Doce relembra tragédia de Mariana

MARLIÉRIA – O Parque Estadual do Rio Doce (PERD) completou nesta semana 74 anos de existência. Como parte das comemorações, a reserva ambiental celebrou no último sábado (14) a tradicional missa ecumênica, em homenagem ao bispo Dom Helvécio, fundador da Unidade de Conservação. O evento é o ato final de três romarias com centenas de cavaleiros, saindo dos municípios de Dionísio, Marliéria e Timóteo, com um percurso de até 40 quilômetros.

A deputada Rosângela Reis (PODEMOS) participou da celebração e encontrou-se com os tropeiros na chegada ao parque. A imagem da Nossa Senhora da Saúde, protetora do parque, foi levada pelas romarias pela estrada de Marliéria até a sede do PERD. Rosângela Reis afirmou que o momento é de reflexão pela preservação do meio ambiente. “É uma oportunidade de fé e de harmonia com a natureza. Além disso, de lembramos o trabalho que há pela frente com a recuperação do Rio Doce após a Tragédia de Mariana, com o rompimento da barragem de Fundão”, pontuou.

A deputada Rosângela Reis também esteve presente no evento religioso. 

Durante a celebração, foi cobrada maior celeridade e esforço na recuperação dos danos provocados pela lama. A deputada Rosângela Reis, que é vice-presidente da Comissão Interestadual Parlamentar Especial (Cipe) Rio Doce, lembrou que a Fundação Renova, braço da mineradora Samarco, liberou recursos para os municípios atingidos pela tragédia para obras em saneamento básico e esgotamento sanitário.

“São 39 municípios impactados que receberão um total de R$ 500 milhões. Por meio de nossa atuação, conseguimos incluir cidades que estavam sendo deixadas de fora, como Ipatinga, que agora receberá R$ 17 milhões. No entanto, ainda há muito o que fazer quanto a recuperação ambiental. As águas do Rio Doce ainda estão cheias de lama e os peixes que vem dos afluentes morrem ao entrar nas águas contaminadas pelos resíduos de minérios”, explicou Rosângela Reis.

Reserva Ambiental

O Parque Estadual do Rio Doce foi criado no dia 14 de julho de 1944 em função da presença do ecossistema Mata Atlântica e de sua rica biodiversidade, apresentando várias espécies ameaçadas de extinção, como o jacaré do papo amarelo, onça pintada, mono-carvoeiro e o mutum do sudeste.

Na década de 30, o bispo de Mariana, Dom Helvécio Gomes de Oliveira, preocupado com a grande exploração da floresta pelas empresas siderúrgicas, registrou no livro de tombos da Arquidiocese de Mariana a área do parque com o objetivo de preservá-la.

O parque é reconhecido como Reserva da Biosfera pela UNESCO, possuindo a maior reserva genética de Mata Atlântica do estado. Possui área de aproximadamente 36 mil hectares de Mata Atlântica contínua, intercalados por um conjunto de aproximadamente 40 lagoas, sendo considerado o terceiro maior complexo lacustre do país.

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