Vereador se diz preocupado com uma possível epidemia de chikungunya em Fabriciano

Fabriciano – Segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde, divulgado nesta segunda-feira (16), Coronel Fabriciano é o município com a mais alta incidência de casos prováveis de chikungunya nas quatro últimas semanas epidemiológicas de sintomas em toda Minas Gerais.

Já foram registrados 3.206 casos prováveis de chikungunya em 2018 em Minas Gerais. Destes, 1.414 casos são de Coronel Fabriciano (44,1%), considerando o acumulado até a 15ª semana do ano.

Nas últimas quatro semanas (11/03 a 07/04), o estado de Minas Gerais apresentou o município de Fabriciano com incidência “muito alta”, perfazendo 514 casos prováveis de chikungunya somente neste período (veja tabela).

SITUAÇÃO CRÍTICA

As informações foram repassadas pelo vereador Marcos da Luz (PT), que afirmou que a situação do município é crítica e que é de total responsabilidade do prefeito Marcos Vinicius (PSDB) a tomada de atitudes rápidas e efetivas para combater o vetor da doença, sob o risco de ocorrer óbitos por chikungunya na cidade.

Vereador Marcos da Luz

Marcos da Luz lembrou que o índice LIRAa (Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti) do município já atinge 4,1%, tendo crescido 64% em comparação ao LIRAa de 2,5% apurado no mês de janeiro de 2018. “Essa situação é grave, abrange a cidade inteira e deve ser motivo de grande preocupação, sobretudo, do poder público”, ressalta o parlamentar.

“Quero aqui isentar os servidores municipais, que atuam com esforço e dedicação, mas muitas vezes sem as condições adequadas de trabalho. Falta uma gestão eficaz na política de saúde pública do município, além do problema de zeladoria. Temos hoje uma cidade suja, cheia de entulhos e sem capina, que propicia a proliferação do mosquito transmissor”, enfatiza.

Fonte: Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos casos de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus da SES-MG para a IMPRENSA (atualizado em 16/04/2018, página 5 http://www.saude.mg.gov.br/images/documentos/Boletim_Aedes_IMPRENSA_16.04_PDF.pdf

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