Fabriciano cria Círculos Restaurativos. Comarca reúne vítimas de violência doméstica

FABRICIANO – Criar um espaço de livre expressão e superação para vítimas de violência doméstica. Esse é o objetivo dos Círculos Restaurativos, criado pelo Centro Judiciário de Solução de Conflito e Cidadania (Cejusc), pela 1ª Vara Criminal, Infância e Juventude e pela equipe psicossocial do fórum de Coronel Fabriciano.

Nesta primeira edição, que começou no dia 13 de novembro, aconteceu o primeiro encontro, do total de três, ou sea, um por semana. Mas a intenção é realizar um grupo de sessões a cada trimestre, para aumentar o número de mulheres atendidas e a eficiência do projeto. Cada reunião tem duração aproximada de duas horas com presença de 8 a 10 participantes. Os encontros são conduzidos por duas facilitadoras: a psicóloga Rafaela Toledo Amorim e a assistente social Luciana Ferreira de  Melo.

Para o juiz Ronaldo Souza Borges, coordenador do Cejus da Comarca e Juiz da 2ª Vara Cível, o projeto foi pensado dentro da metodologia da justiça restaurativa, que, com o envolvimento de psicólogos e assistentes sociais, ajuda a vítima a se fortalecer e superar os traumas das agressões sofridas. “Um processo que envolve conversas e trocas de experiências, essencial para uma superação mais rápida”, explica o magistrado.

Segundo a supervisora de conciliação do Cejusc, Maria da Glória Silva Tomaz, trata-se de processo estruturado no diálogo, em busca de transformação interna, com foco nas emoções e relações interpessoais. “A ideia é criar um ambiente seguro e acolhedor, para que as participantes se sintam confiantes em ouvir e expor suas experiências e, ao final do processo, serem capazes de ampliar o olhar sobre si mesmas, sobre suas vivências e sobre seu papel social, enfim, que seja um pontapé para uma desconstrução e reconstrução da realidade vivida pelas mesmas”, afirma.

Justiça Restaurativa

A justiça restaurativa é uma técnica de solução de conflitos que prima pela criatividade e sensibilidade na escuta das vítimas e dos ofensores. A meta é resolver outras dimensões do problema, que não apenas a punição. No caso de Coronel Fabriciano, o foco está na reparação dos danos emocionais das vítimas de violência doméstica.

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