ALERTA NA SAÚDE: Surtos da síndrome mão-pé-boca já atingem 24 cidades em Minas

REDAÇÃO – Ao menos 24 cidades em Minas Gerais registraram surto da síndrome mão-pé-boca neste ano. A doença que atinge principalmente crianças menores de cinco anos é caracterizada por lesões e bolhas nessas três partes do corpo, além de febre e dor de garganta.

Em 2018 foram registrados 577 casos, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Só em São João del-Rei, no Campo das Vertentes, foram 144 casos em 2018. Em Varginha, no Sul do Estado, foram 126. Em relação ao último boletim, em abril, quando eram 154 doentes, houve um incremento de 423 casos.  Já quanto aos surtos, o número é quatro vezes maior do que o divulgado em abril, quando seis cidades comunicaram a ocorrência. Apesar de pouco conhecida até alguns meses atrás, a doença não é nova, mas está em evidência devido ao crescimento dos surtos neste ano.

TRATAMENTO

Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, o tratamento é sintomático com antitérmicos e anti-inflamatórios.  Os medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves.

O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta. 

RECOMENDAÇÕES

* Nem sempre a infecção pelo vírus Coxsackie provoca todos os sintomas clássicos da síndrome.  Há casos em que surgem lesões parecidas com aftas na boca ou as erupções cutâneas; em outros, a febre e a dor de garganta são os sintomas predominantes. Fique atento, portanto;

* Alimentos pastosos, como purês e mingaus, assim como gelatina e sorvete, são mais fáceis de engolir; já os alimentos ácidos, muito quentes e condimentados são mais dificeis;

* Bebidas geladas, como sucos naturais, chás e água são indispensáveis para manter a boa hidratação do organismo, uma vez que podem ser ingeridos em pequenos goles;

* Crianças devem ficar em casa, em repouso, enquanto durar a infecção;

* Lembre sempre de lavar as mãos antes e depois de lidar com a criança doente, ou levá-la ao banheiro. Se ela puder fazer isso sozinha, insista para que adquira e mantenha esse hábito de higiene mesmo depois de curada.

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