Vereadores apontam falhas estruturais na sede dos Bombeiros inaugurado na gestão do ex-prefeito Douglas Willkys
Fiscalização da Câmara de Timóteo – presidente Adriano Alvarenga e o vereador Omar Onraca na sede da Unidade do Corpo de Bombeiros de Timóteo – Fotos e vídeo Joelton Medeiros
TIMÓTEO – Nesta segunda-feira (2), vereadores da Câmara Municipal de Timóteo realizaram uma visita técnica às novas instalações do 7º Pelotão Operacional do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, no município, e afirmaram ter identificado uma série de problemas na estrutura do prédio, inaugurado no apagar das luzes do mandato do ex-prefeito Douglas Willkys – em dezembro de 2024. A diligência ocorreu na própria unidade e contou com a presença do presidente do Legislativo, Adriano Alvarenga, e do vereador Omar Onraca.
Obra inaugurada em 2024
GESTÃO DO EX-PREFEITO DOUGLAS WILLKYS – A sede do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) inaugurada em dezembro de 2024, para abrigar o 7ª Pelotão Operacional de Bombeiros Militar, de Timóteo, na Região Metropolitana do Vale do Aço, já apresenta vários problemas em sua estrutura. Uma rápida fiscalização da Câmara – vereadores Adriano Alvarenga e Omar Onraca, apontou falhas na parte externa da edificação. A torre de treinamento, prevista no projeto, estaria sem cobertura, e o muro planejado com cerca de 480 metros lineares teria apenas aproximadamente 160 metros concluídos. O piso de acesso das viaturas, que deveria contar com reforço estrutural para evitar fissuras, apresenta rachaduras visíveis.
De acordo com Adriano Alvarenga, a ida ao local tinha inicialmente caráter institucional, com o objetivo de cumprimentar o tenente responsável pelo pelotão. No entanto, durante a permanência no quartel, os parlamentares relataram a constatação de falhas estruturais na obra, cujo investimento divulgado foi de R$ 2,5 milhões, executada na gestão do ex-prefeito Douglas Willkys.
Entre os pontos observados, segundo o presidente da Câmara, estão infiltrações na cobertura, deterioração de caixas de passagem, retorno de esgoto a céu aberto e vazamentos na área de circulação das viaturas. Ele alertou para o risco de o ambiente se tornar insalubre caso os problemas não sejam solucionados.

Ainda conforme o vereador, a parte externa da edificação também apresenta pendências. A torre de treinamento, prevista no projeto, estaria sem cobertura, e o muro planejado com cerca de 480 metros lineares teria apenas aproximadamente 160 metros concluídos. O piso de acesso das viaturas, que deveria contar com reforço estrutural para evitar fissuras, apresenta rachaduras visíveis.
Adriano Alvarenga informou que as manifestações sobre as condições do prédio foram protocoladas em 11 de fevereiro na Secretaria Municipal de Planejamento, mas, até o momento, não teria havido posicionamento oficial direcionado ao Corpo de Bombeiros. Ele afirmou que a empresa responsável pela execução da obra foi convocada para prestar esclarecimentos e promover as devidas correções.
O vereador Omar Onraca destacou a importância de intensificar o acompanhamento das obras públicas no município. Segundo ele, a fiscalização contínua é fundamental para preservar o patrimônio público, evitar gastos adicionais e garantir que os serviços contratados sejam executados conforme previsto.
A Câmara, de acordo com o parlamentar, pretende ampliar o monitoramento das construções em andamento na cidade como forma de assegurar maior eficiência na aplicação dos recursos públicos e mais transparência nos processos.
Nota da Prefeitura
Em nota oficial, a Prefeitura de Timóteo informou que recebeu formalmente as demandas apresentadas, as quais foram encaminhadas à empresa executora para as providências cabíveis.
O Executivo esclareceu que a edificação principal foi entregue em dezembro de 2024, ainda com parte dos serviços complementares pendentes, incluindo a finalização da torre de treinamento. A administração municipal ressaltou que a obra possui Termo de Recebimento Provisório, conforme estabelecido contratualmente, e que o recebimento definitivo depende da verificação integral das condições da construção e do cumprimento das obrigações previstas.
Segundo a Prefeitura, o empreendimento está dentro do período de garantia contratual, o que permite ao Município exigir da construtora a correção de eventuais irregularidades. A empresa teria sido formalmente notificada e, na própria segunda-feira (2), um engenheiro realizou vistoria técnica no local para avaliar as ocorrências e definir as soluções necessárias.
A administração também informou que a obra conta com financiamento e acompanhamento do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), além de fiscalização realizada por engenheiro do quadro efetivo do Município, responsável pelo registro e acompanhamento das etapas da execução.
Por fim, a Prefeitura afirmou que a prioridade, neste momento, é assegurar a regularização das inconformidades apontadas, não descartando a adoção de medidas administrativas adicionais, caso sejam consideradas necessárias.
O JBN não conseguiu estabelecer contato com o Corpo de Bombeiros Militar e com a empresa citada como responsável pela obra.

GESTÃO DO EX-PREFEITO DOUGLAS WILLKYS –