segunda-feira, abril 27, 2026
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GREVE NA PMI: Servidores da Prefeitura de Ipatinga cruzam os braços nesta segunda-feira

Até o momento, a administração municipal não apresentou proposta capaz de atender às reivindicações da categoria. A paralisação é tratada pelos servidores como medida extrema, diante da ausência de respostas concretas por parte do governo municipal.

IPATINGA – Servidores da Prefeitura de Ipatinga iniciaram, nesta segunda-feira, uma paralisação em protesto contra a ausência de diálogo com o prefeito Gustavo Nunes. O movimento, que já conta com ampla adesão da categoria, foi deflagrado por tempo indeterminado.

De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos de Ipatinga (Sintserpi), a decisão pela greve foi tomada como medida extrema diante da falta de respostas efetivas da administração municipal às reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.

Mesmo com a suspensão das atividades, o sindicato assegura a manutenção dos serviços essenciais. Para isso, cerca de 30% do quadro de servidores seguirá em atuação, garantindo o atendimento de urgências e de situações que envolvam risco à vida, à saúde e à segurança da população.

Pauta da categoria

  • Atraso de aproximadamente três meses no pagamento das férias;
  • Histórico de atrasos de até seis meses no pagamento das férias no ano anterior;
  • Atraso no pagamento de horas extras;
  • Rescisões contratuais não quitadas desde junho de 2025;
  • Atrasos recorrentes nos pagamentos de profissionais médicos;
  • Condições de trabalho consideradas precárias em unidades e setores públicos;
  • Denúncias de assédio moral no ambiente de trabalho;
  • Aumento significativo de afastamentos por adoecimento relacionado à sobrecarga;
  • Falta de proposta alternativa para cargos administrativos;
  • Pagamento parcial do Incentivo Financeiro Adicional (IFA) dos agentes ACE e ACS;
  • Índices de reajuste salarial considerados abaixo das expectativas da categoria.

Movimento e expectativas

Segundo o Sintserpi, a paralisação segue sendo conduzida de forma pacífica, com respeito à legislação vigente e com foco na manutenção dos serviços essenciais. A entidade reafirma que o objetivo do movimento é assegurar melhores condições de trabalho, o cumprimento de direitos e a qualidade dos serviços públicos prestados à população.

Até esta segunda-feira, a administração municipal ainda não apresentou uma proposta que atenda às reivindicações da categoria. Diante desse cenário, os servidores mantêm a expectativa de que a mobilização contribua para a retomada do diálogo e avance nas negociações com o governo municipal.

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