GREVE NA PMI: Servidores da Prefeitura de Ipatinga cruzam os braços nesta segunda-feira
Até o momento, a administração municipal não apresentou proposta capaz de atender às reivindicações da categoria. A paralisação é tratada pelos servidores como medida extrema, diante da ausência de respostas concretas por parte do governo municipal.
IPATINGA – Servidores da Prefeitura de Ipatinga iniciaram, nesta segunda-feira, uma paralisação em protesto contra a ausência de diálogo com o prefeito Gustavo Nunes. O movimento, que já conta com ampla adesão da categoria, foi deflagrado por tempo indeterminado.
De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos de Ipatinga (Sintserpi), a decisão pela greve foi tomada como medida extrema diante da falta de respostas efetivas da administração municipal às reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
Mesmo com a suspensão das atividades, o sindicato assegura a manutenção dos serviços essenciais. Para isso, cerca de 30% do quadro de servidores seguirá em atuação, garantindo o atendimento de urgências e de situações que envolvam risco à vida, à saúde e à segurança da população.
Pauta da categoria
- Atraso de aproximadamente três meses no pagamento das férias;
- Histórico de atrasos de até seis meses no pagamento das férias no ano anterior;
- Atraso no pagamento de horas extras;
- Rescisões contratuais não quitadas desde junho de 2025;
- Atrasos recorrentes nos pagamentos de profissionais médicos;
- Condições de trabalho consideradas precárias em unidades e setores públicos;
- Denúncias de assédio moral no ambiente de trabalho;
- Aumento significativo de afastamentos por adoecimento relacionado à sobrecarga;
- Falta de proposta alternativa para cargos administrativos;
- Pagamento parcial do Incentivo Financeiro Adicional (IFA) dos agentes ACE e ACS;
- Índices de reajuste salarial considerados abaixo das expectativas da categoria.
Movimento e expectativas
Segundo o Sintserpi, a paralisação segue sendo conduzida de forma pacífica, com respeito à legislação vigente e com foco na manutenção dos serviços essenciais. A entidade reafirma que o objetivo do movimento é assegurar melhores condições de trabalho, o cumprimento de direitos e a qualidade dos serviços públicos prestados à população.
Até esta segunda-feira, a administração municipal ainda não apresentou uma proposta que atenda às reivindicações da categoria. Diante desse cenário, os servidores mantêm a expectativa de que a mobilização contribua para a retomada do diálogo e avance nas negociações com o governo municipal.
