sexta-feira, julho 24, 2026
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Gestão unificada da saúde acende alerta na Câmara sobre qualidade do atendimento em Fabriciano

CORONEL FABRICIANO – A Câmara Municipal de Coronel Fabriciano realiza nesta quinta-feira (23), às 17h30, no plenário do Legislativo, uma audiência pública para discutir a escolha da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba como nova responsável pela gestão do Hospital Dr. José Maria Morais, da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e do Centro de Especialidades Médicas (CEM). A iniciativa é da Comissão de Saúde da Câmara, que pretende cobrar esclarecimentos sobre o processo de contratação e os impactos da mudança para usuários e profissionais da rede municipal.

A entidade assumirá a administração das três unidades a partir de agosto, por meio de um contrato emergencial com duração de 12 meses. No entanto, a forma como ocorreu a escolha da instituição gerou questionamentos entre os vereadores, que afirmam não terem recebido informações detalhadas sobre os critérios adotados pela Prefeitura para a definição da nova gestora.

Além da falta de transparência, a principal preocupação dos parlamentares está relacionada à qualidade da assistência que será oferecida à população. A unificação da gestão do Hospital, da UPA e do CEM desperta dúvidas quanto à capacidade de manter o nível de atendimento, especialmente diante da possibilidade de redução da mão de obra nas unidades de saúde. Para a Comissão de Saúde, uma eventual diminuição do quadro de profissionais poderá resultar em sobrecarga das equipes, aumento no tempo de espera e prejuízos à qualidade dos serviços prestados aos pacientes.

Outro ponto que deve dominar os debates é o futuro dos trabalhadores que atualmente atuam nas unidades e que poderão ser desligados durante a transição para a nova administração. Os vereadores defendem que o processo ocorra com planejamento, transparência e sem comprometer a continuidade dos atendimentos.

A expectativa é que a audiência reúna representantes da Prefeitura, da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, profissionais da saúde, sindicatos e moradores, proporcionando um espaço para esclarecer questões consideradas essenciais, como os critérios de contratação da entidade, os termos do contrato emergencial, o plano de transição da gestão, a situação dos servidores e as medidas que serão adotadas para garantir a manutenção da qualidade dos serviços.

Mesmo após o anúncio oficial da nova administradora, o tema continua cercado de dúvidas e preocupações. Para os vereadores, mais do que apresentar a nova gestora, é fundamental assegurar que a mudança não resulte em perda da qualidade da assistência nem em redução da capacidade de atendimento à população, que depende diariamente dos serviços oferecidos pelo Hospital José Maria Morais, pela UPA e pelo CEM.

 

 

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