quarta-feira, outubro 28, 2026
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Após derrota nas urnas, Flávio diz que foi intimado pela PF a entregar passaporte

REDAÇÃO – Um dia após ser derrotado nas urnas, Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta segunda-feira (26), que a Polícia Federal (PF) solicitou que ele entregue seu passaporte em até 24h. Na declaração, publicada nas redes sociais do senador, é informado que a corporação cumpriu uma ordem dada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Conforme o parlamentar, a abordagem de agentes da PF ocorreu após ele visitar o pai, Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente cumpre prisão domiciliar após ser condenado por tentativa de golpe de Estado. Flávio afirmou que cumprirá a determinação, mas que, “nunca pensou em deixar o Brasil”.

A ordem de Moraes está em segredo de justiça. A determinação judicial faz parte do processo em que senador e um advogado são investigados no STF. Na semana passada, o ministro determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado, investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro relacionado a negócios envolvendo bets.

Irmão nos Estados Unidos

Segundo Flávio, a decisão de Moraes está baseada em uma fala de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, apesar de constar contra ele um mandado de prisão em aberto no Brasil. Na declaração, dita na semana passada, o deputado federal cassado defendeu que Flávio deveria deixar o Brasil se perdesse a eleição.

“Eu fui intimado a entregar o meu passaporte e também estou proibido de deixar o país. A decisão, do Alexandre de Moraes, se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro, de que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição. Eu nunca falei isso. Isso é motivo pra tirar o meu passaporte?”, declarou Flávio.

Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos de prisão por articular sanções contra autoridades brasileiras e o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações do país, em uma tentativa de evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

*Estagiário, sob a supervisão de Renato Fonseca, com informações da Agência Brasil

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