Aperam afirma não ter relação com futuro uso de área no bairro Funcionários, em Timóteo

TIMÓTEO – Durante a audiência pública promovida pela Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada na última segunda-feira (8), na Câmara Municipal de Timóteo, representantes de comunidades e entidades locais manifestaram preocupações em relação a uma área de 24,25 hectares localizada no alto do bairro Funcionários.
Nas discussões, alguns participantes citaram a venda do terreno pela Aperam, realizada em junho de 2025 pelo valor de R$ 1,5 milhão. A área abriga vegetação composta por espécies nativas e eucaliptos e voltou ao centro do debate em razão das recentes alterações no zoneamento urbano do município.
Segundo os questionamentos apresentados durante a audiência, a nova configuração urbanística ampliou o potencial de ocupação e adensamento da região, gerando apreensão entre moradores quanto aos possíveis impactos ambientais e urbanísticos sobre a área remanescente de vegetação.
Diante das manifestações registradas no encontro, o JBN solicitou um posicionamento à Aperam, que encaminhou nota esclarecendo sua relação com o imóvel.
A empresa informou que acompanha as discussões envolvendo a área e reafirmou seu compromisso com o diálogo transparente e permanente com a comunidade. Segundo a nota, a Aperam mantém relacionamento constante com representantes da Associação de Moradores do bairro Funcionários e permanece aberta a esclarecer dúvidas e ouvir as demandas da população.
A companhia destacou que o terreno foi vendido em junho de 2025 e que, desde então, não integra mais seu portfólio de ativos. De acordo com a empresa, como ocorre em qualquer transação imobiliária, a Aperam não participa das decisões futuras relacionadas ao uso da propriedade após sua alienação.
A nota acrescenta que a empresa confia na atuação dos órgãos competentes para garantir que eventuais definições sobre a área observem a legislação vigente e os princípios do desenvolvimento sustentável do município.
A Aperam também esclareceu que não possui qualquer vínculo societário, comercial ou operacional com a empresa compradora do imóvel.
Ainda conforme o posicionamento oficial, durante o período em que a área integrou seu patrimônio, a gestão foi conduzida de forma responsável e em conformidade com a legislação aplicável, mantendo histórico de respeito às normas ambientais, aos órgãos de fiscalização e às comunidades do entorno.
Por fim, a empresa reiterou que sua atuação é pautada pela sustentabilidade, pela responsabilidade socioambiental e pelo respeito às comunidades onde está presente, permanecendo à disposição para prestar os esclarecimentos que forem necessários.
