Semana da Consciência Negra leva o Congado a escolas de Timóteo

TIMÓTEO – Encerrando as Comemorações da Semana da Consciência Negra, duas escolas de Timóteo terão a oportunidade de receber em sua programação o projeto “Conhecer, reconhecer para valorizar”, fomentado com recursos do Fundo Municipal de Cultura por meio da LAB Timóteo-Lei Aldir Blanc (Lei 14.017/2020), apoio do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Timóteo; Subsecretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Timóteo; Fomento e Incentivo da Secretaria Especial da Cultura e Governo Federal.

“É preciso conhecer para reconhecer e valorizar”, sublinha Marlene Brum coordenadora e produtora do projeto, numa referência ao nome da iniciativa, acrescentando que “levar o tema congado e cultura afro-brasileira ao ambiente educacional, espaço de produção de saberes,. é promover a cultura negra, a inclusão social, combater o racismo e mostrar que o congado é mais que uma dança. O congado é um símbolo da resistência negra”.

Entre as ações que serão desenvolvidas nas escolas buscando promover e difundir o Patrimônio Imaterial e tradições, estão a apresentação do Congado de São Sebastião de Timóteo e uma palestra com a pesquisadora Penha Horst, abordando o tema Congado e a raiz afrodescendente.

Com o objetivo de dar ao Congado São Sebastião de Timóteo um lugar de destaque na cidade como a primeira e uma das principais manifestações culturais do município, a organização foi criada por Manoel Berto de Lima, em 1895 e até os nossos dias se mantém como símbolo de resistência, fortalecendo o movimento de manifestações da religiosidade popular. O Congado é resgate, educação e fortaleza, que atravessa os tempos, gerações e gerações”, observa Marlene Brum.

O Congado São Sebastião de Timóteo, que possui sede própria na rua Noruega, 172, no bairro Ana Rita, em Timóteo, é uma entidade, sem fins lucrativos, declarada de utilidade pública em níveis municipal, estadual e federal.

A presidente do congado, Elizabeth Pinheiro, observa que o Congado tem como premissa a preservação da identidade cultural coletiva, da autoestima dos congadeiros e de toda comunidade que sempre é convidada a contribuir com a manutenção desse movimento cultural sempre vivo. “Essas manifestações devem ser preservadas para que as novas gerações percebam a origem de sua história e as raízes da cultura do seu povo. O congado é prova, não só de resistência, mas de fé e de devoção a vários santos, dentre eles Nossa Senhora do Rosário, cujos festejos resistem há mais de um século, desde a emancipação oficial da cidade de Timóteo, em 1964”, salienta Elizabeth.

Programação

A programação acontece nas escolas Estadual Capitão Egídio Lima, no dia 24 de novembro, e na Escola Municipal do Limoeiro, no dia 26 de novembro. A produção e coordenação do projeto leva a assinatura de Marlene Brum; a assistência de coordenação é de Elizabeth Pinheiro, presidente do Congado; assistência de produção de Janaína Araújoa;Dani Dornelas, mresponde pela direção, captação e edição de imagens; Penha Horst assumiu a pesquisa e é a palestrante da programação; o designer e as vinhetas gráficas são da publicitária Enyály Poletti. O projeto conta com o apoio dos membros do Congado de São Sebastião de Timóteo.

Serviço

Para conhecer mais sobre a história do grupo, acesse os links https://Vídeodocumentário Congado São Sebastião de Timóteo https://www.youtube.com/channel/UCa8uUfhKVjjOcRV2YdwTjUw

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