A TRAGÉDIA DE BRUMADINHO NA VISÃO DO DEPUTADO CELINHO DO SINTTROCEL

Por: Deputado Celinho do Sinttrocel

A TRAGÉDIA DE BRUMADINHO NÃO PODE VIRAR MAIS UMA

As consequências imediatas do rompimento das barragens da Mina Córrego do Feijão deixam evidentes o tamanho da tragédia de Brumadinho. Este já é um dos maiores acidentes de barragem do Mundo.

Suas dimensões podem ser medidas pelo anúncio crescente de vítimas fatais, de famílias que perderam parentes e amigos, da angústia daqueles que esperam por notícias e das incertezas que rondam os atingidos.

Todas as vítimas têm de ser socorridas, amparadas e apoiadas pela Empresa e pelos poderes públicos. Devemos solidariedade a todas as pessoas e ajudar para diminuir suas dores. Este é o mínimo que se pode fazer por nossos irmãos neste momento.

As grandes mineradoras, como a Vale, lucram bilhões, mas recusam outras tecnologias de estoque ou tratamento de rejeitos. E investem muito pouco na saúde e segurança de seus trabalhadores e das populações do entorno, bem como na preservação, proteção e melhoria do meio ambiente.

Ao mesmo tempo, os órgãos reguladores e de fiscalização e licenciamento são sucateados e negligenciados. E a legislação protetora é atacada: como foi na lei trabalhista e agora nos anúncios de uma nova flexibilização ambiental.

Portanto,  a Vale, a União e o Estado de Minas Gerais são os responsáveis pela tragédia de Brumadinho.

O Acidente é um crime. Apesar das evidências do alto impacto em caso de ruptura, dos reiterados alertas, denúncias e relatórios; a Empresa não vem cumprindo a legislação e as normativas de segurança no trabalho, não garante a segurança da população do entorno e não protege o meio ambiente.

Os sete grandes casos de rompimento de barragens no Estado de Minas Gerais ocorridos nos últimos 17 anos não serviram de lição. Nem mesmo a Tragédia de Mariana foi capaz de ensinar alguma coisa à Vale, como reconheceu o seu presidente, Sr. Fábio Schvartsman.

Alertas não faltaram: vieram dos trabalhadores, dos sindicatos, da sociedade civil, dos movimentos populares, da academia, da Comissão de Barragens da ALMG e tantos outros.

A indignação tem que virar mobilização de toda Minas Gerais por justiça, por condições dignas de trabalho para todos e por uma mineração segura e que beneficie o povo. Nenhum trabalhador, nenhum produtor rural, nenhuma família, nenhum atingido pode ficar desamparado.

Como se não bastasse o quadro atual, a destruição deixada pelos rompimentos na Mina do Córrego do Feijão vai refletir em toda a Região e atingir a economia.

Será preciso defender direitos elementares como o emprego, o salário, o trabalho, o acesso à terra, renda, assistência, saúde, melhores condições de vida e a um ambiente saudável. Os trabalhadores da Vale, diretos e indiretos, da mineração, da construção, do transporte, do comércio, dos bancos, do turismo, dos serviços privados e dos serviços públicos, os autônomos, os produtores rurais e as famílias envolvidas não podem ser esquecidos.

Para tanto, o movimento sindical e suas entidades terão um papel fundamental: organizar e mobilizar os seus trabalhadores e as suas categorias na defesa de seus legítimos direitos e anseios.

O povo mineiro não pode pagar por mais um crime do capital financeiro. Nas atividades sindicais, na mobilização popular, na Comissão de Trabalho e na Assembleia estamos juntos nesta batalha.

 

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