A Dengue não dá trégua. Já são 414,6 mil casos prováveis registrados em Minas e 132 mortes

 Secretaria Municipal de Saúde de Timóteo continua fortalecendo ações de bloqueio e prevenção das arboviroses.

Redação – Conforme matéria publicada no último dia 9, pelo Jornal Estado de Minas, o estado de Minas Gerais ainda continua sofrendo com a dengue. Mesmo com o tempo quente e seco, que favorece para frear a proliferação do mosquito Aedes aegypti, a doença continua infectando os moradores. Já são 414,6 mil casos prováveis – que englobam os confirmados e suspeitos – registrados. O número de mortes só aumenta. Somente em 2019, 132 pacientes que vivem no território mineiro perderam a vida. Situação que pode piorar ainda mais, pois outros 127 óbitos estão em apuração. Belo Horizonte é a cidade com o maior número de mortes, com 23 no total.

Diante do quadro negativo, a cidade de Timóteo, através da Secretaria Municipal de Saúde, continua fortalecendo ações de bloqueio e prevenção das arboviroses. Para tanto, foi necessário segundo informações do Secretário Municipal de Saúde, Eduardo Moraes, intensificar e priorizar o treinamento e capacitação dos agentes de saúde, para manter o controle, redução e eliminação dos focos do Aedes.

Eduardo Moraes, secretário municipal de Saúde, garante que a SMS faz um trabalho de muita qualidade para evitar surpresas. 

 A incidência da dengue diminuiu bastante desde o início do ano. Mas, a situação não é para comemorar. Pelo contrário, é preciso ter ainda mais cuidado com a doença. A moléstia continua se espalhando por Minas Gerais. Há cinco meses, o estado registra o maior número de casos prováveis da história para o período. Somente entre a abril e agosto, foram 340.819 registro, o que corresponde a 71,7% do total de notificações do ano. Para se ter uma ideia, os registros dos últimos cinco meses só não são maiores do que três dos últimos 10 anos inteiros.

As mortes por dengue não param de aumentar. Já forma confirmados 132 óbitos, sete a mais do que o divulgado no último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG), em 27 de agosto. De lá para cá, outras seis mortes suspeitas também entraram para a investigação, saindo de 121 para 127.

Belo Horizonte é a cidade mineira com o maior número de mortes registradas neste ano. Segundo a SES, 23 pacientes perderam a vida na capital mineira. Em segundo lugar estão Betim, na Grande BH, e Uberlândia, no Triângulo, com 18 óbitos. Juiz de Fora, na Zona da Mata, tem 12, João Pinheiro, na Região Central, com cinco, e Patos de Minas, no Alto Paranaíba, e Contagem, na região metropolitana, com quatro cada.

Também registraram mortes Campos Gerais (1), Guaranésia (1), Ibirité (2), Jaboticatubas (1), Ribeirão das Neves (2), Arcos (2), Carmo do Cajuru (1), Divinópolis (1), Lagoa da Prata (1), Martinho Campos (2), Nova Serrana (1), Pitangui (1), São Gonçalo do Pará (2), João Monlevade (1), Ituiutaba (1), Rio Novo (1), Passos (2), Rio Paranaíba (1), São Gotardo (2), Vazante (2), Curvelo (1), Pompéu (1), Sete Lagoas (1), Guarani (1), Frutal (2), Ibiá (1), Sacramento (1), Uberaba (2), Araguari (1), Estrela do Sul (1), Monte Carmelo (1), Patrocínio (2), Tupaciguara (1), Paracatu (1), Unaí (2).

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