Lentidão das obras da MG-760 preocupa integrantes do Movimento Asfalta Já

MARLIÉRIA (Fotos PCReis e Luciano Elias) – A Comissão de Fiscalização das Obras de pavimentação da MG-760, do “Movimento MG-760 Asfalta Já”, esteve na rodovia nesta terça-feira (26), objetivando conferir o andamento do empreendimento. A pavimentação da MG-760 entre Marliéria e São José do Goiabal (BR-262) visa facilitar o acesso da população do Vale do Aço à Zona da Mata Mineira.

Durante a visita, a Comissão constatou que o cronograma da obra está se desenvolvendo com lentidão, com poucas máquinas, homens e um número mínimo de caminhões. Existe uma previsão para o mês de julho do asfaltamento dos próximos 6 km, que compreende o trecho entre o Bar Dois Irmãos e o Bar do Zé André.

O serviço de topografia continua sendo feito (Fotos PCReis e Luciano Elias) 

Apesar da Comissão não ter feito nenhum contato com a direção da empresa Tamasa, visualmente a obra apresenta um ritmo desacelerado, em comparação ao primeiro trecho entre Cavagrande e Santo Antônio da Mata.

A Comissão de Fiscalização do Movimento se mostrou preocupada com tal desaceleração, por considerar que o cronograma da obra está sendo comprometido juntamente com o prazo de conclusão da mesma: 2019.

O serviço de limpeza às margens da estrada na serra da Canjica continua lento e com apenas uma máquina. 

Para sanar dúvidas e não deixar paralisar o que vem sendo  desenvolvido a custa de muita luta, o Movimento buscará informações diretamente em Belo Horizonte, durante uma agenda que está sendo proposta junto ao governo de Minas Gerais.

A obra, de 57 quilômetros de extensão, tem orçamento de R$ 110.930.599,83, mas vem dependendo da liberação de novos aportes orçamentários, ao que o governo garantiu que seria feito, mas até o momento nada de concreto aconteceu. Até então a empresa Tamasa vem trabalhando com a promessa de R$ 20 milhões, que a conta-gotas vem sendo liberado com muita dificuldade e atraso desde o ano de 2017.

No último mês de maio, por falta de pagamento, mais de 60 operários mantiveram os braços cruzados na obra. Na ocasião o Movimento MG-760 foi informado que a inadimplência do Estado com a empresa Tamasa em todas as obras tocadas por ela, aproximava-se de três meses.

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