Empresas que trabalham o inox em Timóteo vivem uma situação difícil

TIMÓTEO – Por iniciativa do vereador Geraldo Gualberto, a Câmara e a Prefeitura se reuniram na última sexta-feira (9), para discutir sobre o fechamento da loja fornecedora de aço para os empresários de Timóteo a preço subsidiado. Estiveram presentes os vereadores Alexandre Maria, Geraldo Gualberto, Fábio Campos (Binha), Adriano Alvarenga, Professor Diogo, Raimundinho, Tibata e Zizinho, o prefeito, Geraldo Hilário, o vice-prefeito, Carlos Vasconcelos e empresários da cidade.

Os vereadores discutiram sobre a continuidade da empresa Amorim Comercial em Timóteo, que fornece o aço a preço subsidiado (cerca de 20 a 30% de desconto) para os empresários. De acordo com Geraldo Gualberto, a Aperam sinalizou que dia 31 será o último dia de fornecimento da matéria-prima. “Os empresários estão numa situação muito difícil. Por isso toda a Câmara está empenhada nesse diálogo com a Administração Municipal e com a Aperam para que possamos postergar essa data,” ressaltou.

Gualberto explicou que isso afeta a geração de empregos na cidade. “O fechamento da Amorim Comercial poderá inviabilizar o funcionamento das empresas que dependem dela, provocando um caos em nossa cidade, aumentando o desemprego. Cada empresário que gera um emprego, tira uma pessoa da rua. A Aperam está acabando com o emprego na nossa cidade a conta gotas. Ela tem discurso de ser empresa voltada para o social e geradora de empregos, mas vem reduzindo as vagas a cada dia. Se nós não iniciarmos um diálogo com a Aperam, nossa cidade vai ficar desguarnecida e os empresários vão fechar as portas”, concluiu.

Segundo o prefeito Geraldo Hilário, a Aperam havia informado que outra empresa iria fornecer a matéria-prima aos empresários do ramo de aço inox. “Mas eles tiveram outra informação. Por isso, faremos uma reunião com a Aperam para rediscutir esse assunto, bem como encaminharemos um ofício solicitando o posicionamento dela em relação ao que foi conversado hoje aqui”, pontuou.

O empresário Josué Alves de Araújo, da Revestir Inox, que já atua já 18 anos no mercado, acredita que as empresas devem fechar caso nada seja feito. “As pequenas empresas foram criadas com o objetivo de gerar emprego por ocasião das demissões na época da privatização. Por isso, a antiga Acesita incentivou muitas pessoas a investirem no ramo do inox para gerar emprego. Sem o subsídio, acredito que a maioria dos empresários vai fechar as portas ou vai ter que comprar longe com preço mais caro”, conta.

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2 thoughts on “Empresas que trabalham o inox em Timóteo vivem uma situação difícil

  • 13 de março de 2018 em 06:45
    Permalink

    Agora vocês sentem a falta de uma parceria com a APERAM, toma exemplo da USIMINAS que tem parceria com a Prefeitura de Ipatinga.

    Resposta
  • 13 de março de 2018 em 06:46
    Permalink

    Agora vocês sentem a falta de uma parceria com a APERAM, toma exemplo da USIMINAS que tem parceria com a Prefeitura de Ipatinga.

    Resposta

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