Andamento de obras públicas em Fabriciano gera empregos e aquece economia

FABRICIANO – Enquanto o mercado de trabalho geral de Coronel Fabriciano registra retração de 2,16% de janeiro a agosto de 2018, a construção civil teve um saldo positivo de 25,4% em vagas geradas. Em igual período, o setor admitiu 426 pessoas e desligou outras 283, conforme dados do Ministério do Trabalho. O bom resultado é reflexo, sobretudo, das obras públicas na cidade que movimentam a economia e geram novos postos de trabalho diretos e indiretos.

Das diversas frentes em andamento, as seis maiores em investimentos financeiros – construção da UPA 24 Horas, CMEI Dom Lelis Lara, moradias populares, infraestrutura no Morada do Vale e reconstrução dos prédios do Paço Municipal e da antiga Fundação – empegam hoje, 166 profissionais. O crescimento das contratações se deve a iniciativa da Prefeitura, por meio da Secretaria de Governança de Obras e Serviços Urbanos; Secretaria de Governança Urbana, Planejamento e Meio Ambiente e a Secretaria de Governança de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Cultura, em incentivar as empreiteiras licitadas a recrutar mão de obra fabricianense.

O diretor executivo da Construtora Andrade Teixeira, Eliel Sirlesio Teixeira, aprova a iniciativa. A empresa é responsável pela reconstrução do Paço Municipal, anexo ao Prédio da Prefeitura, e obras de infraestrutura urbana no Morada do Vale. Atualmente, emprega 40 funcionários, dentre engenheiros, pedreiros e ajudantes etc. De acordo com o representante da construtora, 90% das vagas são ocupadas por profissionais residentes em Coronel Fabriciano.

“Já é prática da empresa optar, primeiro, por fornecedores e mão de obra da cidade. A preferência, solicitada pela Prefeitura quando vencemos a licitação, é importante para resguardar e movimentar a economia local. E é positiva também para as empresas porque reduz custos com fretes, vale transporte dos trabalhadores e até o risco de acidente, já que o trajeto feito pelo funcionário da casa para o trabalho e vice-versa é bem menor e, portanto, mais seguro”, completa o empreiteiro Eliel Sirlesio Teixeira.

COMÉRCIO E SERVIÇOS FORTALECIDOS

Apenas as seis obras listadas pela reportagem representam um investimento de R$ 58 milhões na cidade até 2019. As empreiteiras já contam com estrutura, fornecedores e equipe própria de profissionais. Mas elas também contratam mão de obra, alugam máquinas, compram insumos, alimentação dos funcionários. A expectativa da administração municipal é manter o setor de construção aquecido, impactando positivamente em outros segmentos, como o comércio e serviços.

MAIS EMPREGO

Na medida em que as obras avançam, a previsão é abrir novos postos de trabalhos. Este é o caso da BXTren, consórcio responsável pela construção dos conjuntos de habitações populares no Contente I e Buritis. No ápice das obras, a expectativa é abrir 100 vagas, número que será estabilizado até a entrega dos apartamentos populares.

“A expectativa é iniciar a fase de alvenaria e acabamentos das unidades habitacionais até o final deste ano, que significa a geração oportunidades de trabalhos para pedreiros de acabamentos, azulejistas, gesseiros entre outras”, explica o diretor de operações da empresa, José Ronaldo Oliveira. “A preferência é sempre contratar profissionais de Fabriciano, desde que preencham os requisitos necessários para o cargo ofertado”, completa.

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