Invasão de passeios e ciclovia expõe pedestres e ciclistas ao perigo na avenida Acesita, em Timóteo

TIMÓTEO – A ocupação irregular do passeio público e da ciclovia ao longo da avenida Acesita, no trecho entre os bairros Primavera e Olaria, tem colocado diariamente pedestres e ciclistas em situação de risco. Em um dos pontos mais movimentados de Timóteo, onde se concentram um grande supermercado e diversos outros comércios, igrejas, escolas e uma faculdade, a falta de espaço nas calçadas obriga quem circula a disputar espaço com bicicletas, bicicletas motorizadas e até veículos na pista de rolamento.
As reclamações sobre a invasão das calçadas por carros estacionados, estruturas e outros obstáculos instalados por comerciantes se tornaram frequentes na redação do JBN. Moradores afirmam que o problema já deixou de ser apenas um transtorno para se transformar em uma questão de segurança pública, especialmente nos horários de maior movimento.
Quem precisa utilizar o trecho diariamente relata que o perigo é constante. A diarista Miralda Teixeira, de 38 anos, afirma que a situação da ciclovia e das calçadas é “uma tragédia anunciada”. Segundo ela, como os pedestres não conseguem caminhar pelo passeio devido aos obstáculos, acabam utilizando a ciclovia, dividindo espaço com ciclistas e, mais recentemente, com bicicletas motorizadas, aumentando consideravelmente o risco de acidentes.
“Há cerca de dois meses quase fui atropelada na pista de rolamento. Para não atingir um pedestre que estava na ciclovia porque não conseguia passar pela calçada, perdi o controle da bicicleta e quase caí debaixo de um carro. Tudo isso porque não havia espaço para o pedestre caminhar na calçada”, relatou Miralda.
A situação preocupa principalmente por ocorrer em uma das principais vias da cidade, que registra intenso fluxo de pessoas durante todo o dia. Além de servir como corredor comercial, a avenida Acesita concentra templos religiosos, instituições de ensino e diversos estabelecimentos de prestação de serviços, atraindo centenas de pedestres e ciclistas diariamente.
Moradores defendem uma fiscalização mais rigorosa por parte da Prefeitura para garantir a desobstrução dos passeios públicos e preservar a função original das calçadas e da ciclovia. Eles alertam que, enquanto a ocupação irregular continuar sendo tolerada, o risco de um acidente grave permanecerá rondando quem depende da avenida para trabalhar, estudar ou realizar atividades do dia a dia.
