Fechamento de arruamento no Cemitério Jardim da Saudade gera debate acalorado na Câmara de Timóteo

TIMÓTEO – A decisão da Prefeitura de Timóteo de fechar um arruamento no Cemitério Jardim da Saudade, localizado no bairro Santa Maria, para abertura de novas covas, provocou forte repercussão na Câmara Municipal durante sessão ordinária desta quinta-feira (5). O tema gerou debates acalorados entre os parlamentares e ainda não apresentou uma solução considerada satisfatória pela população e pelos proprietários de jazigos.
Durante a reunião, vários servidores públicos da prefeitura estiveram presentes em horário de expediente, incluindo o prefeito Capitão Vitor Prado. Eles acompanharam apenas a entrega de uma homenagem a um empresário do setor minerário. Apesar da presença de integrantes do Executivo, a questão envolvendo o cemitério não teve um encaminhamento concreto.
Os vereadores Adriano Alvarenga e Rinara Cristina utilizaram a tribuna para comentar o caso e reforçaram informações já divulgadas com exclusividade pelo JBN sobre a existência de uma área de aproximadamente 35.000 mil m² no entorno do cemitério. O terreno seria fruto de uma negociação do município com a empresa Aperam e poderia ser utilizado para a ampliação da área destinada a sepultamentos.
Segundo os parlamentares, caso a prefeitura esteja buscando medidas paliativas até que a área adquirida seja preparada para uso, existem alternativas mais adequadas do que a intervenção no arruamento atual. Eles criticaram a possibilidade de danificação do pavimento e do sistema de drenagem existente no local, responsável por impedir o escoamento de água do cemitério para as ruas próximas.
“Tem outras formas de estarem abrindo espaço no Jardim da Saudade sem precisar fazer essa loucura. A exemplo, tem muita sepultura perdida que eles podem abrir. O que está faltando é compromisso com as coisas que podem impactar a vida das famílias timotenses”, afirmou o vereador Adriano Alvarenga.
Os vereadores também sugeriram que a administração municipal realize um levantamento atualizado das sepulturas abandonadas no cemitério. De acordo com Alvarenga, um estudo realizado em 2024 apontava um número expressivo de jazigos sem manutenção ou identificação de responsáveis, que poderiam ser reutilizados. O parlamentar afirmou que o levantamento pode ter se perdido com a mudança de gestão municipal. “Basta querer trabalhar”, concluiu o vereador.
Enquanto o impasse permanece, moradores e proprietários de jazigos aguardam uma definição da prefeitura sobre as medidas que serão adotadas para solucionar a falta de espaço no Cemitério Jardim da Saudade.
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