sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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Câmara de Timóteo adia votação das contas do ex-prefeito Douglas Willkys

O presidente da Comissão de Orçamento, vereador doutor Lair Bueno, ao cancelar a reunião marcada para o dia 24, o processo que tramita desde o ano passado segue sem previsão para voltar à pauta de votação | Foto PCReis/JBN 

TIMÓTEO – O município de Timóteo volta a adiar a análise das contas do ex-prefeito Douglas Willkys referentes aos anos de 2019 e 2020. Nesta quinta-feira (12), o presidente da Comissão de Orçamento e Finanças Públicas da Câmara Municipal, vereador doutor Lair Bueno, cancelou a reunião que estava marcada para o próximo dia 24. Na ocasião, seriam apresentados e votados os relatórios da Comissão, além da apresentação dos Projetos de Decretos Legislativos relacionados às contas do ex-chefe do Executivo.

O processo tramita no Legislativo timotense desde o ano passado e ainda não há previsão para que volte à pauta. Segundo informou o presidente da Comissão de Orçamento, não foi definida uma nova data para a retomada dos trabalhos e para que o caso volte ao radar de votação.

Entenda o caso

Em outubro do ano passado, as contas de 2019 do ex-prefeito foram levadas ao Plenário após serem rejeitadas pela Comissão de Orçamento e Finanças Públicas. O parecer da Comissão divergiu do entendimento do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE/MG), que havia recomendado a aprovação com ressalvas, por considerar que as irregularidades apontadas não tiveram impacto material significativo.

Posteriormente, a defesa de Douglas Willkys alegou nulidade por vício formal, argumentando que o ex-prefeito não foi devidamente intimado para apresentar provas antes da emissão do relatório final da Comissão. Diante da alegação, o presidente da Câmara Municipal de Timóteo, Adriano Alvarenga, acatou o pedido e determinou o reinício dos trabalhos.

À época, Adriano Alvarenga justificou a decisão com base na necessidade de garantir segurança jurídica ao processo, evitando que uma eventual decisão da Casa pudesse ser questionada e anulada na esfera judicial. Com isso, o processo retornou à Comissão de Orçamento e Finanças Públicas, que deverá concluir novo relatório antes de encaminhá-lo novamente ao Plenário para apreciação e votação de todos os vereadores.

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