quarta-feira, janeiro 28, 2026
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Vereadora Professora Cida Lima cobra explicações sobre superlotação na UPA e no Hospital de Ipatinga

IPATINGA – A vereadora Professora Cida Lima (PT) manifestou preocupação diante da divulgação, pela Prefeitura de Ipatinga, de que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o Hospital Municipal Eliane Martins (HMEM) estariam operando acima da capacidade máxima.

Segundo a parlamentar, a Secretaria Municipal de Saúde divulgou dados alarmantes de ocupação sem apontar os fatores que levaram ao cenário de superlotação, tampouco apresentou medidas concretas para resolver.

“A forma como a SMS trata de um assunto tão sério é superficial e irresponsável. A Secretaria não presta quaisquer explicações objetivos sobre as causas desse ‘colapso anunciado’. Divulgar números alarmantes de ocupação sem apontar as razões que levaram a esse cenário não é transparência: é tentativa de naturalizar o caos e transferir à população o custo da incompetência administrativa.”

A vereadora também informou que recebeu relatos de servidores, pacientes e familiares indicando que o Hospital Municipal não apresentou superlotação nos últimos dias, o que levantou a possibilidade de inconsistências nas informações divulgadas oficialmente. Diante disso, a parlamentar questiona se houve equívoco por parte da administração municipal em relação à situação do HMEM.

No caso da UPA, a vereadora confirmou pessoalmente a superlotação durante visita realizada na noite da última sexta-feira (23). Segundo ela, naquele momento não havia liberação de pacientes para o Hospital Municipal, o que pode estar relacionado à permanência prolongada de usuários na UPA e ao agravamento do quadro de lotação. A parlamentar aponta a necessidade de esclarecer se há falhas no fluxo de atendimento, na liberação de leitos e na absorção das demandas entre as unidades de saúde.

Além disso, a Professora Cida Lima cobra informações sobre as condições de trabalho dos profissionais da saúde, incluindo o número de servidores em atividade e os atrasos recorrentes no pagamento dos salários de médicos, a não convocação de profissionais aprovados em concurso público e a não realização de novos concursos, em substituição aos que já prescreveram, fatores que impactam diretamente a qualidade do atendimento prestado à população.

A vereadora ainda ressalta a gravidade de um cenário marcado pela interdição da UBS do bairro Bom Jardim, bem como pela precariedade de outras UBSs, que correm o risco de virem a ser interditadas, agravando, ainda mais, a situação caótica em que se encontra a saúde de Ipatinga.

Diante da situação, a vereadora informou que está oficiando a Secretaria Municipal de Saúde para obter informações detalhadas sobre as causas da superlotação e cobrar providências urgentes, com o objetivo de garantir atendimento digno, eficiente e seguro aos usuários do sistema público de saúde.

Para a parlamentar, o cenário enfrentado pela saúde em Ipatinga é resultado da falta de planejamento, da precarização do trabalho e da omissão do Poder Executivo. E reforça que “a população de Ipatinga não pode pagar, com sofrimento e morte, o preço da incompetência e da má gestão na área da saúde”.

 

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