Ponte Queimada está parada há sete meses com R$ 1,2 milhão em caixa e comunidades cobram retomada da obra

SETE MESES DE OBRAS PARALISADAS: Mesmo com o dinheiro disponível, a administração municipal ainda não conseguiu concluir as correções necessárias para um novo processo de licitação
MARLIÉRIA – As obras de reforma da Ponte Queimada, importante ligação entre comunidades de Timóteo, Córrego Novo e Pingo D’Água, continuam paralisadas sete meses depois de a Prefeitura de Marliéria determinar o embargo dos trabalhos. Enquanto a estrutura permanece sem conclusão, moradores das cidades diretamente afetadas cobram respostas e a retomada da obra.
O cenário chama atenção também pela existência de aproximadamente R$ 1,2 milhão em recursos destinados à intervenção, que, segundo a Prefeitura de Marliéria, permanecem em conta específica, com os respectivos rendimentos. Mesmo com o dinheiro disponível, a administração municipal ainda não conseguiu concluir as correções necessárias no processo de licitação para contratar uma nova empresa e dar continuidade aos serviços.
Obra foi embargada após identificação de irregularidades
A Prefeitura de Marliéria, por meio do setor de Engenharia, determinou em fevereiro deste ano o embargo e a paralisação imediata das obras após sucessivas fiscalizações apontarem irregularidades técnicas na execução do serviço.
Quando os trabalhos foram interrompidos, a obra já apresentava aproximadamente 60% de execução. De acordo com os relatórios técnicos apresentados pela Prefeitura, as vistorias realizadas desde dezembro de 2025 identificaram problemas relacionados ao cumprimento das especificações previstas no contrato e às boas práticas de engenharia, especialmente quanto à qualidade e ao tipo de madeira empregados na estrutura.
Segundo a administração municipal, as inconformidades poderiam comprometer a segurança estrutural e a durabilidade da obra. O contrato com a empresa responsável foi posteriormente cancelado e, conforme a Prefeitura, também foi aplicada multa à contratada.
Nova licitação também não avançou
Após o cancelamento do contrato, a Prefeitura de Marliéria iniciou um novo processo licitatório para contratar outra empresa e concluir a reforma da Ponte Queimada.
O novo edital, no entanto, acabou suspenso após o recebimento de questionamentos de ordem técnica. Entre os pontos que precisam ser ajustados está o projeto relacionado à segurança do trabalho.
Com isso, a solução para a retomada dos serviços ainda depende da conclusão das adequações técnicas e da realização de uma nova licitação.
Comunidades cobram respostas
A paralisação prolongada preocupa moradores que dependem da Ponte Queimada para o deslocamento entre Timóteo, Córrego Novo e Pingo D’Água. A estrutura representa uma importante alternativa de ligação regional, e a demora na conclusão da obra mantém as comunidades em situação de espera.
A principal cobrança é para que o processo licitatório seja corrigido e concluído com rapidez, permitindo que uma nova empresa assuma os trabalhos e que a ponte seja finalmente entregue à população.
Prefeitura diz que recursos estão preservados
Em nota encaminhada ao JBN, a Prefeitura de Marliéria informou que as obras iniciadas no ano passado foram interrompidas em fevereiro deste ano em razão de descumprimento contratual. Segundo a administração, o contrato foi cancelado e a empresa recebeu multa.
A Prefeitura informou ainda que realizou uma nova licitação para contratação de outra empresa, mas o edital foi suspenso após questionamentos técnicos. Os ajustes, principalmente aqueles relacionados ao projeto de segurança do trabalho, estão sendo realizados pela equipe de Engenharia do município.
Sobre os recursos, a administração municipal afirmou que nenhum valor foi desembolsado referente à parte da obra executada de forma inadequada anteriormente. Segundo a nota, a íntegra dos recursos permanece em conta específica, inclusive com os rendimentos da aplicação.
A Prefeitura informou, por fim, que assim que os ajustes técnicos de engenharia forem concluídos, o edital será republicado para a realização de uma nova licitação.
Enquanto isso, a Ponte Queimada permanece com as obras interrompidas e as comunidades de Timóteo, Córrego Novo e Pingo D’Água seguem aguardando uma definição sobre quando, efetivamente, os trabalhos serão retomados e a reforma será concluída.
