quarta-feira, setembro 2, 2026
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Polícia Federal deflagra operação contra fraude previdenciária e cumpre também mandados em Timóteo e Ipatinga

Polícia Federal deflagra operação contra organização que fraudava o auxílio emergencial em Manaus

TIMÓTEO – A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (25), a Operação Leste do Espinhaço, com ações em diferentes municípios de Minas Gerais e também no Espírito Santo, para desarticular um grupo criminoso suspeito de promover fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No Vale do Aço, a operação teve como alvos os municípios de Timóteo e Ipatinga, onde foram cumpridas medidas determinadas pela Justiça Federal.

A operação é realizada em conjunto com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), do Ministério da Previdência Social. Ao todo, a Justiça Federal autorizou o cumprimento de 91 medidas, sendo 25 mandados de prisão preventiva, 33 de busca e apreensão e 33 medidas assecuratórias.

Além de Timóteo e Ipatinga, as ordens judiciais foram cumpridas em João Monlevade, Ipaba, Belo Oriente, Matozinhos, Ribeirão das Neves, Engenheiro Caldas e São João do Manteninha, em Minas Gerais, e em São Gabriel da Palha, no Espírito Santo.

Fraudes ultrapassam R$ 86 milhões

Segundo a Polícia Federal, as investigações identificaram um esquema estruturado para a criação de pessoas fictícias, com utilização de certidões de nascimento, documentos de identidade e comprovantes de residência falsificados. A documentação era utilizada para viabilizar a concessão fraudulenta de benefícios previdenciários.

Até o momento, foram identificados 457 benefícios previdenciários fraudados, dos quais 240 permanecem ativos. O prejuízo estimado aos cofres públicos já ultrapassa R$ 86 milhões.

A dimensão da fraude e a presença de alvos em Timóteo e Ipatinga colocam o Vale do Aço entre as regiões alcançadas pela operação, que busca interromper a atuação do grupo criminoso e recuperar recursos que teriam sido desviados por meio dos benefícios irregulares.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato qualificado e associação criminosa, sem prejuízo de outras imputações que possam surgir no decorrer das investigações.

Fonte: Comunicação Social da Polícia Federal em Minas Gerais

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