sábado, fevereiro 28, 2026
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Impasse no Hospital Vital Brazil: Câmara de Timóteo convoca audiência pública

O presidente da Câmara, Adriano Alvarenga, alertou para o fim do contrato emergencial com a Associação Hospitalar Beneficente Brasil (AHBB) e para a dívida de R$ 10 milhões do município, destacando a preocupação do Legislativo com a continuidade dos serviços de saúde.

TIMÓTEO – O Parlamento de Timóteo aprovou a realização de uma Audiência Pública para debater o cenário de incerteza e apreensão que envolve a saúde pública do município. O requerimento que convocou os debates é de autoria do presidente da Casa Legislativa, vereador Adriano Alvarenga.

A mobilização ocorre após decisão do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), que determinou a imediata suspensão da Concorrência Pública nº 13/2025, promovida pela Prefeitura de Timóteo, no Vale do Aço. O procedimento era considerado estratégico para a reestruturação do Hospital e Maternidade Vital Brazil e previa a concessão onerosa do direito de uso do imóvel onde funciona a unidade, destinada à prestação de serviços hospitalares de média complexidade e maternidade.

A interrupção do processo licitatório ampliou a preocupação da presidência da Câmara Municipal de Timóteo, especialmente diante da proximidade do fim do contrato emergencial atualmente em vigor com a Associação Hospitalar Beneficente Brasil (AHBB), conhecida como Rede Santa Casa. O acordo termina em 26 de março de 2026, o que intensifica a pressão por uma solução juridicamente segura e capaz de assegurar a continuidade dos atendimentos.

Dívida de R$ 10 milhões

Em meio ao impasse, a direção do Hospital de Timóteo encaminhou ofício ao Legislativo manifestando interesse na renovação do contrato emergencial. No documento, entretanto, a instituição ressalta a importância de a Câmara intermediar tratativas para que o Município arque com uma dívida estimada em cerca de R$ 10 milhões, antes mesmo de qualquer discussão sobre a renovação contratual.

A situação expõe um problema estrutural. Há anos, o Município de Timóteo mantém medidas emergenciais para garantir o funcionamento do hospital — iniciativas consideradas insuficientes para assegurar atendimento pleno e contínuo à população. A dependência de soluções temporárias evidencia a falta de planejamento de longo prazo e de investimentos consistentes na saúde pública, comprometendo não apenas a qualidade do serviço prestado, mas também a segurança e o bem-estar dos cidadãos.

A Audiência Pública deverá reunir representantes do Executivo, do Legislativo, da direção hospitalar e da sociedade civil para discutir alternativas viáveis e sustentáveis para o futuro da unidade hospitalar, em um momento decisivo para a saúde do município.

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