sábado, abril 11, 2026
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Denúncia aponta crime ambiental em área de preservação permanente, no Córrego do Caçador, em Timóteo (MG)

Presidente da Câmara denuncia crime ambiental em área de preservação em Timóteo, além de danos ao curso d’água provocados pela movimentação de terra e troncos | Fotos e vídeo Joelton Medeiros-ACSCMT

TIMÓTEO – O presidente da Câmara Municipal de Timóteo, vereador Adriano Costa Alvarenga, denunciou nesta sexta-feira (10) a ocorrência de um suposto crime ambiental no bairro Córrego do Caçador, no município.

De acordo com o parlamentar, a situação teve início após denúncias feitas por moradores no dia 11 de março. Na ocasião, havia a suspeita de implantação de um espaço destinado a eventos equestres na região. Diante disso, Alvarenga determinou que sua equipe fosse até o local para averiguação.

Ainda segundo o vereador, foram realizados registros e um sobrevoo com drone, que não identificaram, naquele momento, indícios de desmatamento ilegal ou outras irregularidades ambientais.

No entanto, uma nova denúncia recebida na quinta-feira (9) apontou a presença de máquinas no local, com possível início de desmatamento. “Recebemos informações de que equipamentos estavam sendo utilizados para intervenção na área, com o objetivo de ampliar o espaço”, afirmou.

Diante da situação, a Polícia Militar Ambiental foi acionada e compareceu ao local. Após constatar intervenções em área de preservação permanente (APP), os agentes determinaram a paralisação imediata das atividades.

Alvarenga também declarou que o secretário de Obras, Geraldo Magela, esteve reunido com ele e, negou ter autorizado qualquer intervenção no local, especialmente fora do horário de expediente da prefeitura.

Conforme relatado, havia autorização ambiental apenas para a supressão de espécies específicas, como leucenas. Entretanto, a denúncia aponta que outras árvores teriam sido removidas irregularmente, além de danos ao curso d’água provocados pela movimentação de terra e troncos.

O presidente da Câmara informou que solicitou cópias do boletim de ocorrência e das notificações emitidas, incluindo a intimação do secretário municipal de Obras e da empresa responsável pelo serviço, identificada como Transilva.

Alvarenga também declarou que o secretário de Obras esteve reunido com ele e negou ter autorizado qualquer intervenção no local, especialmente fora do horário de expediente da prefeitura.

“Queremos identificar quem utilizou maquinário público ou contratado para realizar essa intervenção irregular em área de preservação permanente, retirando espécies sem autorização”, destacou o vereador.

O parlamentar informou ainda que uma denúncia formal será encaminhada ao Ministério Público na próxima segunda-feira, para que sejam adotadas as medidas cabíveis.

Apesar das irregularidades apontadas, ele ressaltou que a Polícia Ambiental já tomou providências, interrompendo as atividades e notificando os responsáveis para prestarem esclarecimentos.

Por fim, Alvarenga afirmou que continuará acompanhando o caso. “Nosso mandato seguirá vigilante. Não vamos tolerar o uso da máquina pública para benefícios próprios, especialmente quando há prejuízo ao meio ambiente e à coletividade”, concluiu.

No local, o córrego e nascentes estão sendo prejudicadas. Intervenção ilegal da área de preservação foi denunciada 

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