quarta-feira, março 18, 2026
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Uso indevido de áreas públicas por empresários levanta questionamentos em Timóteo

APROPRIAÇÃO DE ESPAÇOS PÚBLICOS: Na imagem, é possível observar veículos expostos à venda às margens da via

TIMÓTEO – O município tem enfrentado recorrentes problemas relacionados à mobilidade urbana. Há indícios de que empresários vêm se apropriando de espaços públicos, destinando-os à utilização como estacionamentos sem a devida autorização do poder público. Na imagem, observa-se a exposição de veículos à venda às margens da via, com a ocupação de vagas nas proximidades de agências do setor automotivo. Em um dos casos, verifica-se ainda o avanço sobre parte da ciclovia.

No bairro Nossa Senhora das Graças, a poucos metros da Câmara Municipal e da Prefeitura de Timóteo, outro caso chama atenção: um empresário destruiu o passeio público para construir um recuo destinado aos seus caminhões. A intervenção, inicialmente noticiada pelo JBN, foi embargada após pressão popular. No entanto, até o momento, o município ainda não determinou a reconstrução da calçada.

Infelizmente, situações como essas têm se repetido na cidade de maneira preocupante. Primeiro, permite-se a irregularidade; se não houver manifestação popular, a prática segue normalmente, numa lógica de “se colar, colou”. Um exemplo disso foi a abertura de covas no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro Santa Maria. Após a revolta da população, a prefeitura realizou uma audiência pública — cuja maioria dos participantes era composta por servidores nomeados — para validar a situação.

Os episódios levantam questionamentos sobre a atuação do poder público na fiscalização e no ordenamento do uso de áreas urbanas. A administração municipal deve garantir o cumprimento das normas e assegurar o uso adequado dos espaços públicos, de forma a atender ao interesse coletivo. Essas práticas demonstram desrespeito à população. Uma gestão pública não deve conceder privilégios, mas sim atuar de forma justa e equilibrada, atendendo aos interesses de toda a coletividade.

A Prefeitura não respondeu o pedido de nota do JBN se a situação está ou não licenciada.

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