sexta-feira, março 1, 2024
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Servidores da segurança entregam manifesto ao presidente da ALMG contra Regime de Recuperação Fiscal

Documento entregue ao presidente da Casa também exige cumprimento de acordo firmado em 2019 para recomposição salarial. O presidente da Assembleia Agostinho Patrus garantiu que o parlamento mineiro estará sempre aberto ao diálogo e busca de solução para a categoria

REDAÇÃO – Representantes de policiais e servidores da força de segurança pública de Minas entregaram, nesta segunda-feira (21/2/22), ao presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Agostinho Patrus (PV), manifesto contra a adesão de Minas ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), solicitada pelo governador Romeu Zema, e pela recomposição salarial da categoria. Participaram do encontro quatro deputados estaduais e três federais que apoiam a causa.


Presidente da Assembleia e parlamentares recebem reivindicações da segurança


Do lado de fora da Casa, no Hall das Bandeiras, os servidores fizeram uma manifestação que contou com cerca de 30 mil pessoas, segundo os organizadores. O documento entregue por eles é assinado por entidades da categoria e pelos deputados estaduais Sargento Rodrigues (PTB), Coronel Sandro e Delegado Heli Grilo e pela deputada Delegada Sheila, os últimos do PSL. Também assinaram os deputados federais mineiros Subtenente Gonzaga (PDT) e Junio Amaral (PSL). O encontro teve a participação, ainda, do deputado federal Weliton Prado (Pros).

O manifesto traz o repúdio da categoria ao RRF, “por suas consequências maléficas para os servidores civis e militares estaduais”. De acordo com o documento, a aprovação da matéria significaria dar um cheque em branco para o governador Zema. O pedido de adesão consta do Projeto de Lei (PL) 1.202/19, que está em faixa constitucional na pauta do Plenário, impedindo a votação de outras proposições

Agostinho Patrus afirmou aos representantes que o parlamento mineiro sempre estará de portas abertas para ouvir as demandas da categoria. “Estamos juntos para buscarmos uma solução”. O deputado lamentou a falta de diálogo do governo em relação ao Regime de Recuperação fiscal, “preferindo judicializar a questão até chegar ao Supremo”.

O deputado Subtenente Gonzaga criticou Zema, que estaria chantageando a categoria para pressionar a Assembleia a votar o RRF. “Não vamos aceitar esse papel”, avisou. Em sua opinião, o regime compromete a soberania do Estado e impõe prejuízos para a população e para os servidores públicos.

Renegociação

No documento, os servidores também exigem o cumprimento do acordo assinado com o governo em 2019, que previa a recomposição salarial em três parcelas. O Estado pagou apenas uma. Conforme o manifesto, a perda salarial calculada pela inflação do período de 2015 a 2021 chega a 50,75%, medida pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA).

Servidores se reuniram na Praça da Assembleia

Servidores se reuniram na Praça da Assembleia – Foto:Guilherme Bergamini

O presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar de Minas, coronel Ailton Cirilo, afirmou que se o governo não reabrir o diálogo os resultados podem ser “os mais diversos”. Ele reclamou do descaso que o governador tem demonstrado com a categoria. “A Polícia Militar, a segurança pública são patrimônios imexíveis do povo mineiro”, advertiu.

“Minas sempre foi o Estado do diálogo, do entendimento, é triste o que estamos vivendo agora”, disse o presidente da Assembleia, Agostinho Patrus, referindo-se ao atual governador. “Estamos abertos pra nos sentarmos à mesa, conversarmos, cada um cedendo um pouco, em prol do bem comum”, afirmou.

Os deputados estaduais que participaram do encontro também destacaram a defasagem salarial das carreiras de segurança pública e o não cumprimento do acordo pelo governador.

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