Indústria do aço se reinventa para aumentar consumo per capita no Brasil

O presidente da Aperam South America, Frederico Ayres Lima, participará do painel “Crescimento econômico – drivers de consumo”

Timóteo – O consumo per capita de aço no Brasil ainda está aquém do potencial que o mercado nacional pode absorver. Comparado a China, com 9 kg per capita de aço inoxidável, o consumo do país ainda é tímido, de cerca de 1,4 kg por habitante. Segundo levantamento do Instituto Aço Brasil, entre janeiro e maio de 2019, as vendas internas de aço cresceram 4,6%, representando 7,4 milhões de toneladas, e o consumo de produtos siderúrgicos foi de 8,4 milhões de toneladas, expansão de 3,6%, quando comparados com o mesmo período de 2018. 

Apesar do crescimento nos primeiros meses de 2019, nos últimos anos o cenário tem sido desafiador para o mercado do aço e as empresas precisam se reinventar para evoluir seus resultados no mercado brasileiro. O tema será abordado mais profundamente no Congresso Aço Brasil, nos dias 20 e 21 de agosto, em Brasília. O presidente da Aperam South America, Frederico Ayres Lima, participará do painel “Crescimento econômico – drivers de consumo” e dividirá o palco com José Augusto de Castro, presidente da Associação de comércio Exterior do Brasil (AEB); Magda Chambriard, consultora FVG/Energia; José Carlos Rodrigues Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC); e Jefferson de Paula, conselheiro do Aço Brasil e CEO ArcelorMittal Aços Longos Latam, que será o moderador. O Ministro de Estado Chefe da Casa Civil, Onyx Dornelles Lorenzoni será o palestrante do painel.

Para manter a competitividade no mercado brasileiro e global, a Aperam tem buscado constantemente inovar. A empresa reestruturou seus negócios no período de recessão e se adaptou rapidamente, produzindo um mix diferenciado e investindo no mercado de exportação, além de setores como agronegócio, mineração, automotivo, açúcar e álcool, dentre outros. “Para fomentar a competitividade das indústrias nacionais são necessários aportes e, também, mudanças por parte do Governo, a partir da correção das assimetrias competitivas, retomada de setores consumidores intensivos em aço e exportação. Nesse sentido é fundamental que o Governo esteja atento às medidas de defesa comercial. As empresas também precisam cumprir seu papel e investir em inovação e produtos diferenciados, que ofereçam valor agregado ao mercado interno e externo”, explica. 

Lima reforça, ainda, que a Aperam está se preparando para novas dinâmicas e perspectivas de mercado que virão pela frente, a partir das demandas de crescimento do país. “Para isso, investimos fortemente em pesquisa, desenvolvimento e pessoas, com objetivo de oferecer ao mercado produtos com tecnologias inovadoras. Acreditamos que esse seja um dos caminhos para aumentar o crescimento da indústria do aço no Brasil”.

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