Faltam motivos para comemorar início de operação da ETE unificada do bairro Limoeiro

Timóteo – A entrada em operação da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Unificada do bairro Limoeiro, lamentavelmente, não é motivo de comemoração para o Município de Timóteo. O tratamento de esgoto em Timóteo não é percebido pela maioria da população que não enxerga, nem tampouco usufrui, dos supostos benefícios com a “coleta e transporte do esgotamento sanitário”.

A atual gestão da Prefeitura de Timóteo entende que construção de uma ETE unificada é boa apenas para a Copasa, pela economia gerada no processo ao deixar de construir um equipamento semelhante em Coronel Fabriciano. O Município de Timóteo pleiteou várias compensações para os bairros da Regional Leste com os recursos economizados no processo de unificação, uma vez que somente a sociedade timotense será atingida pelos impactos de tratar o esgoto da cidade vizinha.

Como resultado de uma Ação Civil Pública (ACP), protocolada pela atual gestão da Prefeitura de Timóteo em 2018, a Copasa chegou a anunciar investimentos de mais de R$ 7 milhões para resolver problema da falta de abastecimento de água na Regional Sul, mas muito pouco foi feito até o momento para regularizar o fornecimento, provocando inúmeros prejuízos à população dos bairros situados nessa regional. Vale ressaltar que o Município promoveu um diagnóstico que apontou vários problemas por toda a cidade.

A concessionária do serviço opera na cidade de Timóteo há quase 40 anos e antes do ano de 2012, a empresa alegava que a falta de renovação da concessão impedia a realização de novos investimentos. O contrato foi renovado em 2012, mas sete anos depois ainda não se constatou investimentos ou melhorias no sistema de abastecimento de Timóteo. Pelo contrário, a população foi penalizada com aumentos das tarifas de água e esgoto.

Tratamento de esgoto

Em 2011 foi anunciada a construção da ETE do bairro Limoeiro após a retomada do convênio com a concessionária do serviço público.

Em 2014, a concessionária iniciou a cobrança da taxa de esgoto equivalente a 50% do valor do consumo, com a promessa de investimentos de mais de R$ 10 milhões para o abastecimento de água e outros R$ 45 milhões para a implantação do sistema de coleta, transporte e tratamento do esgoto.

A decisão pela unificação do tratamento de esgoto dos municípios de Timóteo e Coronel Fabriciano, no ano de 2014, foi concretizada no ato de assinatura de financiamento pela Copasa junto a Caixa Econômica Federal por meio do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), sem qualquer discussão prévia ou consulta à população e aos vereadores sobre a sua instalação unificada das duas cidades no bairro Limoeiro e sobre os impactos que isso provocaria.

A cidade de Timóteo vem sofrendo nos últimos meses uma situação crônica de falta de abastecimento de água em vários bairros da cidade, causando transtornos e mudança de rotina na vida da população. O problema, que tem se repetido com regularidade sem que haja uma solução por parte da concessionária, é agravado pela situação dos córregos, que causam mau cheiro, proliferação de insetos e outros malefícios provocados à população.

Diante desse relato o atual governo decidiu por não participar da inauguração da ETE motivado pela forma com que o processo foi conduzido. Ao mesmo tempo, aguarda posicionamento da ARSAE-MG (Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e Esgoto de Minas Gerais) de todas as questões apontadas. A atual gestão estuda ainda a contratação de uma consultoria especializada para analisar o contrato de concessão e, eventualmente, tomar as medidas necessárias para fazer valer o direito da população de ter uma cidade ambientalmente equilibrada.

 

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