Veja as informações sobre a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe (Influnza)

FABRICIANO – A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe já está em vigor e cerca de 3,8 milhões de doses da vacina já foram distribuídas aos postos de saúde de todo o estado de Minas. Ainda que a campanha ocorra todos os anos, uma série de mitos e informações falsas sobre a vacina e também sobre a doença é difundida, o que pode provocar confusão em parte da população sobre quais são as reais medidas de prevenção e tratamento.

Um dos mitos mais comuns é o de que a vacina contra a gripe transmite a doença. Contudo, a coordenadora de Imunizações da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Josianne Dias, explica que a informação é falsa. “A vacina contra a gripe é fragmentada e inativada, sendo totalmente segura e incapaz de provocar a doença. As pessoas que ficam gripadas após tomarem a vacina provavelmente adquiriram outras doenças respiratórias ou já tinham o vírus e a vacina não teve tempo suficiente para fazer seu efeito, pois a detecção de anticorpos protetores se dá entre 2 a 3 semanas após a vacinação. A vacina contra a gripe, portanto, não transmite gripe e cumpre seu papel de diminuir consideravelmente o número de complicações, internações e óbitos por influenza”, afirma.

A gripe é uma infecção aguda causada pelo vírus Influenza, que afeta o sistema respiratório e pode provocar complicações graves, inclusive a morte, se não for tratada a tempo, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção. A vacinação contra Influenza mostra-se como uma das medidas mais efetivas para a prevenção da influenza grave e de suas complicações.

Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% nas doenças relacionadas à influenza.

Em Minas Gerais, até o momento (08/05), foram notificados 828 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG Hospitalizado), sendo que 106 (12,8%) com amostras já processadas. Do total de casos notificados com amostras já processadas, 33 foram confirmados como SRAG por Influenza (3,98%) e 73 casos (8,81%) como SRAG por outros vírus respiratórios.

Dos casos confirmados por Influenza, predominou com 90,91% o influenza A (30/33), precedido da ocorrência da influenza B com 3,03% (1/33) e outros 6,06% (2/33) sem tipagem registrada. Entre os vírus A, o subtipo identificado com 93,33% foi o influenza A(H1N1)pdm09 (28/30), 3,33% são de influenza A não subtipado (1/30) e 3,33% são de influenza A não subtipável (1/30).

Os grupos prioritários para a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza 2019 serão: crianças na faixa etária de seis meses a menores de seis anos de idade (cinco anos, 11 meses e 29 dias), as gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores de saúde, professores de escolas públicas e privadas, indígenas, indivíduos com 60 anos ou mais de idade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, pessoas portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, policiais civis, policiais militares, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas.

A meta é vacinar, pelo menos 90% de cada grupo prioritário. Ressaltamos para as pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independe da idade, (conforme indicação do Ministério da Saúde em conjunto com sociedades científicas), mantém-se a necessidade de prescrição médica especificando o motivo da indicação da vacina, que deverá ser apresentada no ato da vacinação.

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