Marliéria apresenta Ponte Queimada como Patrimônio Histórico. O processo está sendo preparado

MARLIÉRIA (Foto Elvira Nascimento) – Por iniciativa do vice-prefeito de Marliéria, José Carlos Matheus, apoiado pelo prefeito Lalado, o município de Marliéria estará iniciando junto a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, um processo junto ao Instituto do Patrimônio Histórico Cultural e Artístico Nacional (Iphan), para tornar a Ponte Queimada, sobre o Rio Doce, um patrimônio cultural brasileiro.

Segundo explicou José Carlos, o tombamento definitivo da Ponte Queimada é um ato administrativo que será realizado pelo poder público com o objetivo de preservar, através da aplicação de legislação específica, este bem de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo que venha a ser destruídos ou descaracterizados.

A HISTÓRIA

A Ponte Queimada foi construída na década de 1930, pela então empresa Acesita. A Ponte  guarda a história de um único caminho para o escoamento da produção de carvão, e uma importante ligação a outras cidades. A Ponte Queimada, mesmo em ruínas, detém uma vista privilegiada para os amantes da natureza. 

As prefeituras de Timóteo, Marliéria e Dionísio, municípios onde situa-se o Parque Estadual do Rio Doce, estão de olho neste importante ponto cultural da história. Ambientalistas prometem exigir responsabilidade dos municípios, caso não seja tomada nenhuma providência. A primeira medida é promover a reforma do tablado das pontes sobre o Rio Doce e também sobre o Ribeirão do Turvo.

A “Aberta”, como era chamada, atravessava quatro grandes pontes neste Sertão: a do Piracicaba (Antônio Dias), a ponte Alta (Ribeirão do Mombaça), a Ponte Queimada, no Rio Doce, e a do Sacramento Grande (Bom Jesus do Galho). A ponte do Rio Doce, inaugurada em final de século 18, ficava pouco abaixo da atual, numa corredeira entre os saltos Jacutinga e do Inferno. Foi incendiada em meados de 1793, tomando então o nome de “Ponte Queimada”.

QUEM A TERIA QUEIMADO?

Os soldados acusavam os índios, que acusavam os soldados. O nome Ponte Queimada tem quase 200 anos e nunca se soube quem pôs fogo na ponte: uns são de opinião que os incendiários foram os degredados; outros acham que foram os próprios policiais, que desejavam acabar com aquela arriscada missão, e há quem pense que foram os índios.

O que importa para a defesa da causa da Acesita é que, tanto a estrada, que atravessa a área do Parque Florestal, quanto a ponte sobre o Rio Doce, foram inauguradas no ano de 1782 pelo governador da Capitania de Minas Gerais, D. Rodrigo, em pessoa. Pagou caro pela aventura: quando retornou a Vila Rica estava gravemente doente, tomado pela malária.

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