TRAGÉDIA: duas tenentes e um tenente-coronel da PM morrem após queda de avião no Vale do Aço

SANTANA DO PARAÍSO – A queda de uma aeronave da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), nas proximidades do aeroporto do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, provocou a morte de três militares nesta sexta-feira (9). A tragédia mobilizou equipes de emergência e causou grande comoção na corporação e na região.
A aeronave, identificada como Pegasus 17, era utilizada em operações policiais e também no transporte de órgãos para transplantes. As circunstâncias do acidente serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
A confirmação das mortes foi feita pelo diretor de Comunicação da Polícia Militar, coronel Flávio Santiago, durante coletiva de imprensa. Segundo as informações divulgadas pela corporação, as três vítimas eram profissionais experientes e tinham atuação importante nas atividades aéreas da PM.
Tenente-coronel era instrutor de voo da corporação
Entre as vítimas está o tenente-coronel Luís Fernando Silvestre, de 49 anos, natural de Belo Horizonte. Considerado um dos instrutores de voo mais experientes da Polícia Militar, ele acumulava mais de 5 mil horas de voo.
A morte do oficial representa uma perda significativa para a estrutura de aviação da corporação, especialmente pela experiência acumulada na formação e capacitação de outros pilotos.
Durante a manifestação oficial, o coronel Flávio Santiago lamentou a tragédia e destacou o sentimento de luto que atinge a instituição.
Tenente havia retornado da licença-maternidade dois dias antes
Outra vítima é a tenente Gabriela Emília Resende, de 35 anos. A militar havia retornado ao trabalho apenas dois dias antes do acidente, após o período de licença-maternidade. Ela deixa o marido e duas crianças.
A notícia acrescenta um aspecto especialmente doloroso à tragédia, que interrompeu de forma repentina a trajetória profissional e pessoal da oficial.
Tenente Alice também tinha experiência na aviação

A terceira vítima é a tenente Alice Santos Oliveira Almeida, de 34 anos, natural de Governador Valadares. Assim como Gabriela, ela atuava na aviação da Polícia Militar e possuía experiência operacional.
De acordo com as informações divulgadas pelo coronel Flávio Santiago, as duas tenentes acumulavam aproximadamente 300 horas de voo cada uma.
Acidente será investigado
As causas da queda ainda não foram esclarecidas. A investigação ficará sob responsabilidade do Cenipa, órgão encarregado de apurar as circunstâncias de acidentes aeronáuticos e identificar fatores que possam contribuir para a prevenção de novas ocorrências.
Segundo as informações iniciais divulgadas, a aeronave estava com a manutenção em dia. Esse dado, no entanto, não determina, por si só, as causas do acidente, que dependerão da análise técnica dos investigadores.
Outro acidente aéreo foi registrado em Belo Horizonte
A queda em Santana do Paraíso ocorreu no mesmo dia em que outro acidente envolvendo uma aeronave foi registrado em Minas Gerais. No fim da manhã, um avião caiu no pátio de manutenção do metrô, na estação São Gabriel, em Belo Horizonte.
A proximidade temporal entre as duas ocorrências chamou a atenção, mas não há, até o momento, informações que indiquem qualquer relação entre os acidentes.
A tragédia no Vale do Aço deixa três famílias enlutadas e representa uma perda para a Polícia Militar mineira, que perde profissionais dedicados à atividade aérea e ao atendimento de missões de segurança pública e apoio à saúde.
