quinta-feira, junho 11, 2026
CidadesDestaques

GREVE: Diante da ausência de diálogo do governo Sadi Lucca, greve busca mediação do MP

FABRICIANO No terceiro dia da greve dos servidores municipais de Coronel Fabriciano, o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (SINTMCELF) recorreu ao Ministério Público do Trabalho (MPT) diante da ausência de abertura para o diálogo por parte da administração do prefeito Sadi Lucca. A iniciativa busca criar um canal de negociação que, até o momento, não foi estabelecido pelo Executivo municipal, mesmo após sucessivas tentativas da categoria de avançar nas discussões da Campanha Salarial 2026.

De acordo com o sindicato, a expectativa era de que a Prefeitura apresentasse algum posicionamento ou convocasse uma nova rodada de negociações até o segundo dia de paralisação. No entanto, diante do silêncio da administração municipal e da manutenção de uma postura considerada intransigente pelos trabalhadores, a entidade decidiu solicitar a intervenção do MPT como mediador do conflito.

Ao final do segundo dia de greve, na terça-feira (9), a diretoria do SINTMCELF formalizou o pedido de mediação ao procurador do Trabalho, Túlio Mota, com o objetivo de promover o diálogo entre as partes e buscar uma solução negociada para o impasse que marca a campanha salarial deste ano. A audiência de mediação está agendada para esta quinta-feira (11), às 9h30.

Segundo a presidente do sindicato, Sirlene Vaz, a medida tornou-se necessária diante da falta de disposição do governo municipal em construir alternativas junto à categoria.

“Esperamos um contato da Administração Municipal até o segundo dia da greve. Como não houve qualquer manifestação, solicitamos a mediação do Ministério Público do Trabalho para que possamos retomar o diálogo e buscar uma saída para o conflito”, afirmou.

Sirlene destacou ainda a rápida atuação do procurador do Trabalho, que reorganizou sua agenda para atender à demanda com a urgência que a situação exige.

“Como sempre solícito, o procurador Túlio Mota readequou sua agenda para conduzir essa mediação. A expectativa é construir um entendimento que possibilite a apresentação de uma nova contraproposta, diferente da que foi rejeitada pelos servidores, para que a categoria possa avaliar democraticamente os rumos da negociação salarial em assembleia”, ressaltou a presidente do SINTMCELF.

A mobilização dos servidores segue mantida até que haja avanços concretos nas negociações. A categoria cobra da Prefeitura uma postura mais aberta ao diálogo e a apresentação de propostas que contemplem as reivindicações dos trabalhadores, encerrando o impasse que já chega ao terceiro dia de paralisação.

 

 

Compartilhe em suas redes sociais

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *